São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Renan Santos propõe limitar autonomia universitária e mudar Fies e ProUni

Candidato do Missão quer direcionar recursos públicos para pesquisa e ampliar o ensino técnico no ensino médio.

Renan Santos defende fim da autonomia nas universidades e critica gestão das instituições públicas
Foto: Reprodução/TV Globo

Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, defendeu mudanças na gestão das universidades públicas e propôs acabar com a autonomia universitária. Ele participou de um evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), em São Paulo, nesta quinta-feira (10).

A proposta apresentada por Renan é submeter as instituições públicas ao que ele considera serem os interesses da população. Na avaliação do candidato, os recursos destinados ao ensino superior são administrados de forma inadequada, apesar de o Brasil gastar valores semelhantes aos de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“A gestão das universidades públicas brasileiras é uma porcaria”, afirmou Renan. Ele disse que o país não alcança resultados proporcionais ao dinheiro aplicado por causa da forma como as universidades são administradas.

Em um eventual governo, o candidato afirmou que pretende concentrar recursos em pesquisa, extensão, produção de tecnologia, saúde, biotecnologia e inteligência artificial. Israel, Singapura, China e Japão foram citados como exemplos.

Fies, ProUni e ensino técnico

Renan também criticou o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni). Para ele, os programas podem encaminhar estudantes a instituições privadas de baixa qualidade e, no caso do financiamento, provocar endividamento.

O candidato defendeu que o financiamento público seja destinado apenas a universidades privadas que considerar muito boas. Também afirmou que pretende colocar o ensino técnico no centro das políticas para o ensino médio.

Como referência, citou a Alemanha e disse que 50% dos estudantes deixam a escola com formação técnica. “Todo mundo acha lindo o modelo alemão. É lindo”, declarou.

Na avaliação de Renan, a busca por diplomas universitários cresceu sem aumento proporcional da produtividade. Segundo ele, os índices internacionais mostram que a produtividade brasileira ficou estagnada em relação ao mundo, enquanto o país gastou mais sem obter ganho correspondente.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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