São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Investigação mira rede de empresas ligada a contador suspeito em Pernambuco

Operação bloqueou ativos, apreendeu uma arma e apura fraude contra empresas e sonegação fiscal ligada a dezenas de negócios.

Investigação mira rede de empresas ligada a contador suspeito em Pernambuco

A Operação Pay Back identificou uma rede empresarial que, segundo a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), teria sido usada para movimentar dinheiro obtido em fraudes tributárias e ocultar a origem dos recursos. A ação ocorreu nesta quinta-feira (10), no Recife e em Olinda, e também apura a participação de quatro pessoas e quatro empresas.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar, além de medidas de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros. Entre os alvos estão uma empresa de venda de veículos e consultoria, dois ferros-velhos e um negócio do setor de transportes.

Como o esquema funcionava

A investigação aponta que o contador acessava o certificado digital e as comunicações das empresas com a Receita Estadual, a Receita Federal e outros órgãos. Com isso, apresentava aos proprietários comprovantes falsificados e afirmava que os tributos tinham sido pagos, embora os valores não fossem recolhidos.

O delegado Breno Varejão afirmou que a prática teria ocorrido por aproximadamente dois anos contra uma das empresas. “Ao longo de aproximadamente dois anos, ele foi sangrando a empresa e acumulou um prejuízo de mais de R$ 2 milhões”, disse.

As apurações começaram em junho de 2025. De acordo com a PCPE, o dinheiro era direcionado a negócios de compra e venda de veículos e empresas do ramo de sucata. Os recursos também circulavam por diferentes atividades econômicas por meio de uma rede empresarial.

Durante a operação, uma arma de fogo foi apreendida, e o responsável pelo armamento foi autuado em flagrante. Dois simulacros também foram encontrados.

Sonegação fiscal

O coordenador do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco (Cira-PE), João Maria Rodrigues, informou que o grupo teria relação com aproximadamente R$ 287 milhões em sonegação fiscal. O valor estaria ligado a um grupo de cerca de 38 empresas e 81 processos administrativos tributários.

Parte dos investigados já havia sido alvo de apurações por sonegação fiscal e receptação de materiais, especialmente cobre e outros metais. A Sefaz-PE participou da abordagem de seis contribuintes relacionados direta ou indiretamente à operação.

As investigações continuam para verificar se outras empresas também foram vítimas. A ação teve assessoramento da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil e apoio da Diretoria de Operações Estratégicas da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE).

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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