São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Argentina extradita ao Brasil suspeito de comandar tráfico internacional de armas

Diego Hernán Dirísio é investigado por fornecer armamento ao PCC e ao Comando Vermelho; grupo teria movimentado R$ 1,2 bilhão.

Argentina extradita ao Brasil suspeito de comandar tráfico internacional de armas
Foto: Diego Hernán Dirísio, 'mestre das armas' Reprosução/Redes Sociais

O argentino Diego Hernán Dirísio foi extraditado ao Brasil nesta quarta-feira (9), informou o governo da Argentina. A Polícia Federal brasileira aponta o investigado como o maior traficante de armas da América Latina. Ele é suspeito de fornecer armamento a facções brasileiras, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

A extradição foi solicitada pela Justiça brasileira e realizada pela Direção-Geral de Cooperação Policial Internacional da Polícia Federal Argentina, segundo o Ministério da Segurança Nacional. Dirísio deixou o Aeroparque Jorge Newbery em um voo para São Paulo às 11h45, sob forte esquema de segurança.

Prisão e investigação

Dirísio foi preso em Córdoba, em fevereiro de 2024, por agentes da Divisão de Investigações Federal de Fugitivos e Extradições. A ação contou com a colaboração da Interpol. Desde a prisão, ele permanecia detido na cidade argentina.

Havia contra o argentino um pedido de captura internacional em alerta vermelho pelos crimes de tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A defesa de Dirísio não foi localizada para se manifestar.

A Polícia Federal realizou, em dezembro de 2023, a operação Dakovo contra o grupo que seria liderado por Dirísio. A investigação descreve uma rota internacional de armas cujo destino final seria o PCC e o Comando Vermelho.

Segundo a corporação, o grupo teria movimentado cerca de R$ 1,2 bilhão em três anos. As armas teriam sido importadas de ao menos quatro países europeus: Turquia, Eslovênia, República Tcheca e Croácia.

Uma importadora sediada em Assunção, no Paraguai, teria comercializado aproximadamente 43 mil armas, entre pistolas e fuzis. A investigação atribui a Dirísio a coordenação das operações de compra e venda e afirma que ele sabia que os armamentos seriam destinados ao crime organizado.

O esquema de lavagem de dinheiro identificado pelos investigadores era centralizado em Miami. Os valores eram enviados a empresas de fachada nos Estados Unidos e, depois, repassados aos fabricantes europeus por outra empresa fictícia.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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