São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Moretti prevê novas medidas para desacelerar despesas obrigatórias

Ministro do Planejamento afirma que o esforço fiscal será necessário para abrir espaço à redução dos juros em um eventual próximo mandato.

Moretti prevê novas medidas para desacelerar despesas obrigatórias

O governo Luiz Inácio Lula da Silva pretende manter medidas para desacelerar o crescimento das despesas orçamentárias obrigatórias, afirmou nesta sexta-feira (4) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Segundo ele, o controle das contas públicas será necessário para criar condições para a redução dos juros em um eventual próximo mandato.

Moretti disse que o Orçamento de 2027 já traz sinais de esforço fiscal e que novas ações devem ser adotadas ao longo dos próximos anos. “A redução do juro vai ser o grande legado desse próximo mandato”, afirmou em entrevista ao SBT News. Para o ministro, a política fiscal tem relação direta com o nível dos juros.

Benefícios e aposentadorias

O ministro também afirmou que o governo não debate a desvinculação de benefícios sociais e aposentadorias do INSS em relação ao salário mínimo. A posição já havia sido apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e pelo presidente Lula.

Entre as medidas em vigor, Moretti citou os gatilhos aprovados pelo Congresso para limitar despesas obrigatórias que não estão previstas na Constituição. Ele também mencionou o limite para o crescimento dos gastos com pessoal. Na avaliação do ministro, essas regras continuarão produzindo efeitos.

Moretti acrescentou que o governo poderá encaminhar novos projetos ao Legislativo caso seja necessário reforçar a desaceleração das despesas.

Na quinta-feira (3), Dario Durigan afirmou que não existe discussão entre os principais interlocutores de Lula sobre uma mudança na meta de inflação. De acordo com o ministro da Fazenda, o debate está concentrado no esforço fiscal necessário para reduzir os juros no país.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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