São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Mercado passa a prever inflação de 4,9% para 2026, acima do limite da meta

Relatório Focus também reduziu a estimativa de crescimento do PIB e registrou a recente queda da Selic para 14% ao ano.

Mercado passa a prever inflação de 4,9% para 2026, acima do limite da meta

Analistas consultados pelo Banco Central reduziram pela terceira semana seguida a previsão para a inflação de 2026. A nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (14), aponta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 4,9%.

A estimativa ainda está acima do teto da meta oficial. O Conselho Monetário Nacional definiu o centro da meta em 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o intervalo considerado compatível com o cumprimento da meta vai de 1,5% a 4,5%. Pela projeção atual, o mercado prevê um resultado 0,4 ponto percentual acima do limite superior.

Os dados mais recentes mostram uma desaceleração dos preços. Em julho, bens e serviços tiveram alta de 0,07%, levando a inflação acumulada em 12 meses para 4,44%. Esse resultado ficou temporariamente abaixo do teto de tolerância da meta.

No ano passado, o IPCA acumulou 4,26%. Embora tenha superado o centro de 3%, o índice terminou 2025 dentro da faixa permitida, sem ultrapassar o teto de 4,5%.

Além da inflação, o Focus revisou para baixo a previsão de crescimento da economia em 2026. A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou a ser de alta de 1,89%.

O resultado projetado pelo mercado é inferior a outras estimativas. O PIB cresceu 2,3% em 2025, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Banco Central prevê expansão de cerca de 2%, enquanto o governo trabalha com uma alta de 2,3%. O Ministério da Fazenda já indicou que esse número pode ser revisado por causa dos efeitos dos juros elevados e do endividamento sobre a atividade econômica.

O Fundo Monetário Internacional elevou, em revisão divulgada em 8 de julho, a previsão para o crescimento do Brasil em 2026, de 1,9% para 2,4%.

Na política monetária, o Banco Central reduziu a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária realizada nos dias 4 e 5 de agosto. O colegiado voltará a se reunir nesta semana para definir os próximos passos dos juros básicos.

A Selic é usada pelo Banco Central para controlar a liquidez e orientar as expectativas de preços. A taxa também serve de referência para títulos públicos federais negociados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia e influencia os demais juros da economia. O Relatório Focus reúne semanalmente as projeções do mercado financeiro coletadas até a sexta-feira anterior à divulgação.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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