São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Flávio Bolsonaro pausa campanha para tentar impedir avanço da PEC da escala 6×1

Senadores bolsonaristas devem pressionar por mudanças no texto de Omar Aziz, que aceita ouvir sugestões, mas não quer alterar a proposta da Câmara.

Flávio Bolsonaro interrompe campanha presidencial para tentar barrar a PEC da 6×1

Disputa pela proposta

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) suspendeu a campanha presidencial nesta terça-feira 1º e cumprirá compromissos em Brasília para tentar influenciar a tramitação da PEC que acaba com a escala 6×1. O candidato quer “construir” uma alternativa ao texto apoiado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e impedir que a redução da jornada de trabalho se firme como uma das principais bandeiras eleitorais de Lula na reta final da campanha.

A ofensiva deve alcançar o relatório apresentado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), na quarta-feira 2. Senadores bolsonaristas planejam pressionar pela inclusão de emendas no texto. Aziz afirmou que está aberto a conversar com os colegas e escutar as sugestões, mas não pretende incluir alterações no relatório nem modificar a versão aprovada pela Câmara. Para o relator, preservar o texto atual também contribui para acelerar a tramitação da proposta.

A iniciativa da oposição ocorre justamente quando a PEC passou a ter um percurso mais definido no Senado. O texto diminui a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, determina dois dias de descanso semanal remunerado e mantém a garantia do salário. A proposta ainda acaba com o modelo de seis dias trabalhados para um dia de folga.

A estratégia de Flávio tem um aspecto claramente eleitoral. Pessoas próximas ao candidato admitem que apenas se colocar contra o fim da 6×1 é uma posição difícil de defender diante da popularidade da mudança. Pesquisa Quaest divulgada em 15 de julho mostra que 69% dos brasileiros apoiam o fim da escala, enquanto 22% são contra. Na avaliação da campanha, permitir que Lula ocupe sozinho esse espaço daria ao presidente a oportunidade de apresentar a direita como contrária a uma medida de forte apelo entre os trabalhadores.

Por essa razão, Flávio começou a apoiar uma proposta apresentada por Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha. Em lugar de definir constitucionalmente uma nova jornada, a PEC alternativa estabelece um modelo baseado no pagamento por hora trabalhada e na possibilidade de o trabalhador escolher a quantidade de horas e os horários de trabalho. O texto também determina que o que for combinado entre patrão e empregado prevaleça sobre convenções e acordos coletivos.

Flávio procura divulgar a ideia como uma defesa da “liberdade de escolha”. Em entrevista no domingo 30, disse que o trabalhador poderia decidir quanto deseja trabalhar e receber de forma proporcional às horas trabalhadas. Como exemplo, mencionou mulheres que precisam diminuir a jornada por não terem com quem deixar os filhos.

A articulação ainda se combina com a estratégia de Rogério Marinho para dificultar a votação. O líder da oposição no Senado pretende usar mecanismos regimentais, como pedidos de vista e debates sobre emendas, além de rejeitar acordos que encurtem os prazos de análise da PEC em dois turnos.

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Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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