São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Flávio Bolsonaro não detalha contrato com Vorcaro e diz que não cabe a ele

Candidato afirmou que pagamentos foram patrocínio privado para o filme e que a prestação de contas foi entregue à Polícia Civil de São Paulo.

Flávio não responde sobre contrato com Vorcaro: 'Não cabe a mim'

Na sabatina, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) não explicou em detalhes a prestação de contas de “Dark Horse”. Ele também afirmou que não é responsabilidade dele divulgar informações do contrato firmado com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, para financiar o filme.

O que aconteceu

“Não firmei contrato com ninguém”, declarou Flávio. Segundo ele, sua participação no filme foi autorizar o uso da própria imagem e buscar investidores. A afirmação foi feita quando a jornalista Renata Vasconcellos perguntou em que momento o contrato com Vorcaro seria tornado público.

O candidato voltou a dizer que os pagamentos feitos por Vorcaro foram “patrocínio privado” destinado ao filme e que nenhum recurso público foi utilizado. Para Flávio, o banqueiro atuou como investidor e não recebeu qualquer contrapartida. Ele declarou que a operação ocorreu de boa-fé e dentro da legalidade. Vorcaro é investigado por uma das maiores fraudes financeiras da história do Brasil e está preso.

O senador afirmou que o episódio está “mais do que esclarecido”, mas não explicou de que maneira o dinheiro foi gasto. Depois que o caso veio à tona, Flávio havia prometido divulgar as despesas do filme, o que ainda não ocorreu. Durante a sabatina, disse que a prestação de contas foi entregue à Polícia Civil de São Paulo. Ele não foi perguntado sobre a suspeita de que parte do dinheiro do filme teria sido usada para manter o irmão Eduardo nos EUA.

Gravações e mensagens mostram Flávio solicitando dinheiro a Vorcaro. Em um dos áudios, de novembro de 2025, o senador afirma ao banqueiro que as parcelas estavam atrasadas e que se encontrava em um momento decisivo do filme. A conversa teria ocorrido um dia antes da prisão de Vorcaro.

A negociação previa o pagamento de R$ 134 milhões. Desse montante, R$ 61 milhões teriam sido pagos de fato. Uma parcela dos recursos teria sido enviada pela Entre Investimentos e Participações, que trabalhava em parceria com empresas de Vorcaro, ao fundo Havengate Development Fund LP, com sede no Texas (EUA) e sob controle de aliados de Eduardo Bolsonaro.

No início, Flávio negou que tivesse pedido dinheiro a Vorcaro. Depois que os áudios foram divulgados, porém, o senador reconheceu que houve a negociação.

A PF investiga se o dinheiro encaminhado pelo banqueiro foi realmente aplicado no filme. Uma das linhas de investigação é a possibilidade de os recursos terem custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, hipótese negada por ele. Flávio não foi questionado sobre esse ponto durante a sabatina.

O senador visitou Vorcaro depois que ele foi preso. Questionado a respeito, disse que mantinha com o ex-banqueiro uma relação limitada às tratativas do filme e afirmou que “quem deve prestar explicações é o Lula.”

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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