São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Desenrola 3.0 permitirá compra de dívidas antigas pela União

Nova etapa autoriza o governo a adquirir créditos inadimplidos e usar os descontos para facilitar a renegociação com devedores.

Desenrola 3.0 permitirá compra de dívidas antigas pela União

O governo federal lançou o Desenrola Brasil 3.0, nova etapa do programa de renegociação de dívidas. A principal mudança é a autorização para que a União compre carteiras de créditos inadimplidos de pessoas físicas e, depois, ofereça condições de pagamento aos devedores.

As regras foram definidas por medida provisória. Poderão entrar no programa dívidas que, em 25 de setembro de 2026, estejam atrasadas há mais de 720 dias e menos de 1.645 dias. Na prática, o foco será nos débitos vencidos há aproximadamente dois a quatro anos e meio.

Como funcionará

Ao adquirir essas carteiras, o governo poderá aproveitar os descontos obtidos na operação para criar condições mais favoráveis de renegociação. Dívidas antigas costumam ser negociadas por valores menores que o saldo original. A proposta é repassar parte dessa diferença para a pessoa endividada durante o acordo.

Nas versões anteriores, o governo atuava como facilitador da negociação entre credores e devedores. Agora, poderá participar diretamente da compra dos créditos inadimplidos.

A medida busca permitir que pessoas com dívidas antigas reorganizem a vida financeira e, ao mesmo tempo, retirar do mercado um estoque de créditos que dificilmente seria recuperado por completo pelos credores. A regularização também pode ajudar consumidores negativados a recuperar o acesso ao crédito, contratar financiamentos e voltar a participar normalmente do sistema financeiro.

O Desenrola Brasil foi criado para enfrentar o endividamento das famílias brasileiras e facilitar acordos com instituições credoras. Nesta terceira versão, a União passa a ter autorização para adquirir os créditos.

O impacto fiscal dependerá do volume de carteiras compradas e das condições negociadas. Os desembolsos ocorrerão conforme as operações forem realizadas, e o custo não necessariamente será executado de uma só vez.

Ainda deverão ser detalhados os procedimentos para a compra das carteiras, os critérios de renegociação e as condições oferecidas aos cidadãos elegíveis. O ponto já definido é que o governo poderá comprar dívidas antigas com desconto e usar essa redução para facilitar os acordos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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