São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Bolsa Família e outras medidas podem exigir ajustes no Orçamento de 2027

Novas despesas e possível perda de receitas ainda não foram incluídas na proposta enviada ao Congresso Nacional.

Bolsa Família e outras medidas podem exigir ajustes no Orçamento de 2027

Medidas anunciadas pelo governo do presidente Lula podem afetar o Orçamento de 2027 em até R$ 42,3 bilhões. A estimativa reúne despesas adicionais e uma possível redução de receitas, mas os valores ainda não foram incorporados à proposta orçamentária enviada ao Congresso Nacional.

O principal impacto vem do reajuste de 15,04% no Bolsa Família. Com a mudança, o benefício mínimo mensal passou de R$ 600 para R$ 691. Como o novo valor será pago nos 12 meses de 2027, a despesa adicional pode chegar a aproximadamente R$ 22 bilhões no próximo ano.

De onde vêm os valores

O Desenrola 3.0 é outro fator considerado na estimativa. A nova etapa de renegociação de dívidas poderá movimentar até R$ 15 bilhões. O desembolso efetivo, porém, dependerá da quantidade de operações realizadas.

Pelo modelo previsto, a União poderá comprar carteiras de dívidas com descontos negociados com os credores e repassar as condições obtidas aos devedores. Os pagamentos devem começar em 2027, mas o impacto final dependerá da adesão ao programa e do volume de contratos concluídos.

A terceira parcela da conta está relacionada às bets. Uma eventual proibição das plataformas de apostas poderia reduzir em R$ 5,3 bilhões as receitas públicas de 2027. Nesse caso, não haveria uma nova despesa, mas uma arrecadação que deixaria de entrar nos cofres públicos.

A soma chega a R$ 42,3 bilhões, mas os efeitos são diferentes. Parte corresponde a despesas novas; outra depende da execução dos programas; e a questão das bets representa uma perda potencial de receita. Por isso, o valor não equivale necessariamente a um aumento líquido do déficit ou das despesas federais.

Como o governo pretende acomodar as medidas

O governo afirma que os novos compromissos serão ajustados às regras fiscais. A estratégia prevê remanejamento e revisão de despesas, sem ampliar o total de gastos permitido pelo arcabouço fiscal.

Na prática, a inclusão das medidas no Orçamento poderá exigir cortes, adiamentos ou economias em outras áreas. Governo e Congresso terão de decidir como redistribuir os recursos e compensar também a eventual perda de R$ 5,3 bilhões das apostas.

O impacto final dependerá da execução de cada política e das compensações adotadas. O debate ocorrerá durante a tramitação do Orçamento de 2027, quando despesas, receitas e ajustes precisarão ser definidos para preservar as regras fiscais.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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