Em dezembro de 1985, a escolha de uma perua para viajar em família dependia mais do uso do que de um único resultado. Cidade ou estrada, com carga ou sem ela: cada situação mudava o peso de itens como consumo, espaço interno, desempenho e conforto.
Seis modelos disponíveis no mercado brasileiro foram avaliados: VW Quantum CG, VW Parati GLS, Fiat Panorama, Ford Scala Ghia, Chevrolet Caravan Diplomata e Chevrolet Marajó SL.
Segurança e condução
A frenagem foi um dos pontos de maior equilíbrio. Todas as peruas mantiveram a trajetória durante paradas de emergência e apresentaram espaços de frenagem dentro da normalidade. Na estabilidade, os modelos também transmitiram segurança.
Com o carro carregado, as respostas ficaram mais lentas e as curvas exigiram trajetórias mais longas, mas sem comprometer a condução. A Parati apresentou o conjunto dinâmico mais homogêneo.
Caravan, Quantum e Scala, por serem mais pesadas, tiveram vantagem na direção hidráulica. O equipamento era item de série apenas na perua da Chevrolet.
Consumo, motor e câmbio
Panorama e Parati dividiram a liderança no consumo, apoiadas pelas médias rodoviárias de 13,45 km/l e 13,41 km/l, respectivamente. Marajó, Quantum e Scala ficaram em uma faixa intermediária. A Caravan teve o pior resultado nesse quesito, apesar do motor de seis cilindros.
O propulsor 4.1 da General Motors também não foi considerado o melhor conjunto. A avaliação apontou um projeto antigo e uma relação peso/potência desfavorável. Os motores Volkswagen, representados pelo 1.6 da Parati e pelo 1.8 da Quantum, ficaram à frente.
Quantum e Parati ainda se destacaram pelo câmbio de cinco marchas, com escalonamento adequado e engates precisos. Panorama e Scala perderam pontos pelos engates ásperos; a caixa da Marajó foi considerada dura. Já a Caravan usava transmissão de apenas quatro marchas, característica que prejudicava o consumo.
Espaço e acabamento
A Quantum teve o desenho mais jovem e equilibrado, além de vencer em conforto com bancos espaçosos e envolventes. A Parati ofereceu a melhor posição de dirigir, graças ao banco com ajuste de altura, mas sua traseira foi apontada como desconectada da parte dianteira.
A Scala ficou com o melhor quadro de instrumentos, descrito como completo e de leitura fácil. Caravan e Quantum se diferenciavam pelo conta-giros de bom diâmetro. Marajó, Panorama e Scala receberam notas menores nos bancos, que seguravam menos o corpo nas curvas. Na Panorama, o volante mais horizontal também prejudicava a posição de condução.
Sem a tampa divisória do porta-malas, a Quantum levava 796 litros. A Caravan comportava 774 litros, e a Scala, 768 litros. A Marajó ficava atrás, com 469 litros. Caravan, Quantum e Scala também tinham bagageiro de teto e tampa divisória para proteger a bagagem.
No desempenho, a Caravan alcançou 174,3 km/h e foi de 0 a 100 km/h em 12,2 s. A Parati 1.6 terminou à frente da Quantum 1.8; depois vieram Marajó, Panorama e Scala. A Ford superou a Panorama em velocidade máxima, mas a Scala recebeu a pior avaliação por ter aceleração quase 2 s mais lenta.







