Donald Trump afirmou que China e Estados Unidos realizam espionagem um contra o outro ao comentar informações sobre o fornecimento de imagens de satélite ao Irã. Os dados teriam mostrado uma base militar na Jordânia antes e depois de um ataque iraniano que matou três soldados americanos.
A declaração foi dada no domingo (13), durante conversa com jornalistas a bordo do avião Air Force One. O presidente também pediu que Pequim não venda armas ao Irã.
“Quando dizem que a China nos espiona, eu digo que é verdade, e nós espionamos eles também”, disse Trump. Em seguida, afirmou que os dois países fazem basicamente a mesma coisa.
Ataque à base
O lançamento de mísseis ocorreu em 17 de julho contra a base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, onde tropas dos Estados Unidos estão mobilizadas. Entidades chinesas teriam compartilhado com Teerã imagens do local antes e depois da ofensiva.
Em maio, Washington sancionou três empresas chinesas de satélites por facilitarem operações militares do Irã. Funcionários do governo chinês pediram provas sobre a transferência das imagens e não reconheceram o envolvimento de empresas do país.
O episódio pode aumentar as tensões entre Washington e Pequim antes da visita oficial do presidente chinês, Xi Jinping, à Casa Branca em 24 de setembro. A China é uma das principais parceiras econômicas do Irã, compra grande parte da produção de petróleo do país e também oferece apoio diplomático.








