São Bernardo do Campo, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Brasil

Tensão no Iêmen eleva petróleo enquanto sauditas relatam drone perto de Meca

Coalizão afirma que defesa aérea derrubou drone antes da entrada no espaço restrito de Meca; houthis negam responsabilidade.

Tensão no Iêmen eleva petróleo enquanto sauditas relatam drone perto de Meca

Os preços do petróleo voltaram a subir com a escalada de tensões envolvendo a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen. O Brent era negociado nesta quarta-feira (16) a 108,5 dólares por barril nas primeiras operações na Ásia. Apesar de uma leve queda em relação à véspera, a cotação ainda estava quase 80% acima do nível anterior ao início da guerra em fevereiro.

A alta ocorreu no mesmo período em que a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita informou ter destruído um drone lançado na direção de Meca. Segundo a defesa aérea saudita, o aparelho foi abatido na terça-feira (15), antes de entrar no espaço aéreo restrito da cidade sagrada.

Os houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã e adversário do governo reconhecido pela comunidade internacional, negaram ter realizado o ataque. Hazm al-Assad, um dos líderes do grupo, chamou as acusações de mentira em uma publicação na rede social X.

As autoridades sauditas haviam emitido, na manhã de terça-feira (15), um alerta aéreo para Meca. Foi o primeiro aviso desse tipo para o destino religioso, que recebe milhões de peregrinos todos os anos. A coalizão declarou que a segurança das duas mesquitas sagradas e dos visitantes é uma linha vermelha.

A Organização para a Cooperação Islâmica condenou os ataques, que classificou como uma profanação dos lugares sagrados e uma agressão aos sentimentos dos muçulmanos. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também criticou o episódio.

Disputa pelo Mar Vermelho

Na terça-feira (15), o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, e o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, defenderam garantias para a liberdade e a segurança da navegação no Estreito de Bab el-Mandeb. A passagem conecta a Europa e a Ásia pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez.

Os houthis afirmam que não há ameaça à navegação no estreito, exceto para navios sauditas. O Ministério das Relações Exteriores do Catar disse que um fechamento da rota teria consequências catastróficas.

O grupo anunciou nesta quarta-feira (16) ter derrubado um avião de combate saudita e acusou a Arábia Saudita de realizar 450 ataques aéreos contra o país vizinho nesta semana. Desde o reinício dos combates, no início de setembro, pelo menos 100.000 pessoas foram deslocadas no Iêmen, segundo o ACNUR.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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