São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Renan Santos propõe fim de cursos gratuitos de Direito, Sociologia e Antropologia

Candidato do Missão também criticou a autonomia universitária e classificou Fies e ProUni como “fiascos”.

Renan Santos quer acabar com curso de Direito gratuito e outras duas graduações e chama Fies e Prouni de ‘fiascos’

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu nesta quinta-feira (9) o fim dos cursos gratuitos de Direito, Sociologia e Antropologia. Ele também propôs acabar com a autonomia universitária e concentrar os recursos públicos do ensino superior em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

A declaração foi feita durante um evento na Câmara Americana de Comércio para o Brasil. Renan afirmou que as áreas Stem — sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática — deveriam receber prioridade por contribuírem para o aumento da produtividade.

“Quer fazer sociologia, quer fazer faculdade de direito? Pague”, disse o candidato. Ele também afirmou que não se deve usar dinheiro público para formar antropólogos e sociólogos em um país onde as pessoas são muito pobres.

Críticas às universidades e aos programas estudantis

Renan Santos defendeu o fim da autonomia universitária, que permite às instituições de ensino superior administrar atividades acadêmicas, administrativas e financeiras sem interferência direta do governo. A Constituição Federal estabelece, no Artigo 207, que as universidades públicas têm autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial.

O candidato disse que essa autonomia cria um sistema próprio de reajustes salariais e classificou os modelos de gestão das universidades como ruins. Segundo ele, a estrutura não direciona a produção científica para áreas como tecnologia e biotecnologia.

Renan também afirmou que a produção científica das universidades não tem utilidade e defendeu que quem quiser estudar Direito ou Sociologia arque com os custos da graduação. Para as universidades privadas, propôs incentivos concentrados em poucas instituições e mais parcerias com o setor privado.

Na mesma ocasião, ele chamou o Fies, Fundo de Financiamento Estudantil, e o ProUni, Programa Universidade para Todos, de “fiascos”. Na avaliação do candidato, os programas endividaram estudantes, enquanto o sistema de renúncias fiscais no ensino superior favoreceu grupos educacionais que chamou de fábricas de diploma.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5