São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Augusto Cury condiciona apoio a Flávio Bolsonaro a esclarecimentos sobre filme

Candidato do Avante rejeita apoiar Lula no segundo turno, mas admite apoiar Flávio Bolsonaro sob condições.

Cury condiciona apoio a Flávio Bolsonaro se ‘provar que não tem corrupção’ em Dark Horse

O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, condicionou um eventual apoio a Flávio Bolsonaro, do PL, à comprovação de que não houve corrupção e à explicação sobre o destino do dinheiro usado no filme sobre Jair Bolsonaro. Cury também quer que Flávio assine em cartório o compromisso de executar seu plano de governo.

A declaração ocorreu horas depois de a Polícia Federal deflagrar uma operação para investigar suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares destinados à produção do filme “Dark Horse”.

Cury afirmou que não apoiaria o presidente Lula, do PT, em um eventual segundo turno, mas deixou aberta a possibilidade de apoiar Flávio. “Em relação ao Flávio, ele tem que provar que não tem corrupção”, disse. Segundo o candidato, se as condições forem cumpridas, as pessoas que o seguem estarão liberadas para votar no candidato do PL.

O candidato fez as declarações depois de se reunir com representantes de uma gestora de investimentos da Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. Ao justificar a rejeição a Lula, citou indicadores de educação que, na avaliação dele, mostram que o petista não tem condições de melhorar a situação. Também mencionou aumentos nos feminicídios e no endividamento das famílias.

Cury aparece em terceiro lugar na corrida presidencial. A última pesquisa Quaest apontou 8% das intenções de voto para o escritor, o que colocou seu apoio no centro da disputa entre as principais candidaturas.

Declarações de outros candidatos

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, avaliou que a operação da Polícia Federal pode influenciar o desempenho de Flávio nas pesquisas. Para ele, a investigação aumenta a presença do candidato do PL no noticiário, enquanto o eleitor já teria demonstrado não se importar com corrupção. Renan participou de um ciclo de debates da Câmara Americana de Comércio para o Brasil, em São Paulo.

Ao comentar a crise no Supremo Tribunal Federal, Renan disse que o próximo presidente fará quatro nomeações para a Corte, o que, na visão dele, poderá levar a uma pacificação. O candidato afirmou que o resultado dependerá de haver leniência com a corrupção ou de um novo pacto de funcionamento institucional.

Romeu Zema, candidato do Partido Novo, elogiou em entrevista a decisão do presidente do Supremo, Edson Fachin, que anulou despachos de André Mendonça e Flávio Dino relacionados ao comando da Polícia Federal. Zema criticou o funcionamento do STF e citou o banqueiro Daniel Varcaro.

O candidato Ronaldo Caiado foi internado para tratar uma faringite aguda. A assessoria informou que o objetivo é acelerar a recuperação para que ele retome a agenda de campanha o mais breve possível.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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