SÃO PAULO — O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu mudanças na composição e no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), além de pedir que o julgamento previsto sobre as investigações envolvendo o Banco Master seja público, aberto e televisionado. As declarações foram dadas nesta sexta-feira (11), durante agenda na sede da RECORD, em São Paulo.
Cury afirmou que espera agilidade para que o processo seja concluído antes das eleições e pediu ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, e aos demais integrantes da Corte que levem o caso até as últimas consequências. “Eu estou suplicando para o doutor Fachin, para todos os membros do STF, rever essa posição”, disse.
O candidato também fez um apelo aos eleitores sobre eventuais políticos ligados a Daniel Vorcaro: “Quem está na lista de Vorcaro não merece o seu voto, seja quem for”.
Propostas para o Supremo
Na reforma defendida por Cury, dois terços dos ministros do STF seriam magistrados de carreira. Representantes do Ministério Público e da advocacia completariam a composição. Ele também criticou a duração dos mandatos atuais e propôs que ministros assumam aos 50 anos e permaneçam por oito anos, em vez de entrarem com 40 ou 41 anos e permanecerem até os 75.
Cury ainda defendeu o fim da reeleição para presidentes, mecanismo que, segundo ele, “flerta com o comunismo”.
Críticas a Flávio Bolsonaro e à polarização
Ao comentar a Operação Dark Horse, o candidato disse que o deputado federal e também candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) precisa prestar mais esclarecimentos. Cury defendeu a punição de todos os envolvidos e questionou a experiência profissional do adversário.
Na avaliação dele, em um eventual segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro, o petista venceria o rival. Cury afirmou que esse seria o cenário desejado por Lula e apresentou sua própria candidatura como uma alternativa ao presidente.
Em uma publicação nas redes sociais, o candidato criticou a concentração do debate político em Lula, Flávio Bolsonaro e na crise do STF. Ele disse que o país está deixando em segundo plano temas como feminicídios e a situação de jovens que não trabalham nem estudam.
Entre suas propostas, Cury citou o fortalecimento das micro e pequenas empresas, a meta de chegar a pelo menos 10 milhões de microempresas nos próximos anos e a divisão do BNDES em duas instituições: uma para pequenos e microempresários e outra para grandes empresas.







