São Bernardo do Campo, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Brasil

Professores de até 24 anos diminuem, enquanto idosos mais que dobram

Pesquisa do Instituto Semesp mostra envelhecimento do quadro docente e avanço das contratações temporárias entre 2015 e 2025.

Professores de até 24 anos diminuem, enquanto idosos mais que dobram

O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025. No mesmo período, a quantidade de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5%, segundo pesquisa do Instituto Semesp divulgada nesta quarta-feira (16), durante o 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP).

O levantamento aponta dificuldade crescente para renovar o quadro de professores da rede pública. Entre 2015 e 2025, o grupo de profissionais mais jovens passou de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o número de docentes com 60 anos ou mais subiu de 18,2 mil para 37,3 mil.

Mais contratos temporários

As contratações temporárias cresceram de 146 mil para 205 mil, alta de 40,4%. Esses profissionais representavam 32,2% do quadro público em 2015 e passaram a ser 43,4% em 2025.

No sentido contrário, o número de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. A participação desse grupo recuou de 67,2% para 54,1% no período.

Para avaliar a capacidade de reposição diante das aposentadorias, o Semesp criou a Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de substituir os profissionais.

Em 2015, havia praticamente um professor de até 24 anos para cada docente com 60 anos ou mais. Em 2025, a relação passou a ser de aproximadamente um para três, e a taxa caiu de 0,95 para 0,32. O instituto estima que, em 2040, haverá um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

As menores taxas foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).

O evento teve a participação de representantes do Semesp, do Ministério da Educação (MEC), da Unesco e de outros países, incluindo África do Sul, China, Colômbia e México.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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