São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Como trabalhar o 7 de setembro com crianças de forma participativa

Atividades com teatro, arte e conversas ajudam a apresentar a independência, a autonomia e a cidadania sem repetir mitos históricos.

Como trabalhar o 7 de setembro com crianças de forma participativa
Foto: brasil Samuel Costa Melo/Unsplash

O ensino do 7 de setembro pode ir além da memorização de datas e da imagem de Dom Pedro I às margens do rio Ipiranga. Na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, a proposta é transformar a data em uma oportunidade para conversar sobre autonomia, cidadania, identidade e convivência.

Em vez de apresentar a independência como resultado da ação de um único herói, o professor pode mostrar que a formação de um país envolve diferentes grupos de pessoas. Para isso, o educador atua como mediador: faz perguntas, conduz rodas de conversa, organiza histórias interativas e acompanha atividades que ajudem a turma a visualizar o passado.

Ideias para uma aula dinâmica

O primeiro passo é relacionar a independência com situações conhecidas pelas crianças. O professor pode perguntar o que elas já conseguem fazer sozinhas, como amarrar os sapatos, escolher a roupa ou guardar os brinquedos. A comparação ajuda a apresentar a ideia de autonomia pessoal e a conectá-la ao processo histórico.

Outra possibilidade é montar uma dramatização sobre o Brasil no século XIX. Fantoches, mapas interativos e adereços simples permitem que os alunos assumam papéis diferentes e observem a história de maneira visual e participativa.

A atividade pode terminar com uma produção artística coletiva. Murais feitos com materiais recicláveis, texturas e colagens substituem desenhos prontos e estimulam a coordenação motora fina, além de criar um registro visível para a comunidade escolar.

Na educação infantil, o foco deve estar nas cores, na musicalização e nas noções básicas de autonomia. Cantigas de roda, pinturas táteis e pequenas encenações podem apresentar a ideia de um país em formação sem exigir a memorização de datas ou nomes complexos.

Relação com a BNCC

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) orienta que o ensino de história parta do reconhecimento do “Eu” e do “Outro”. Assim, o trabalho com a independência pode envolver empatia, percepção do tempo, identidade cultural e respeito às diferenças.

Também é possível relacionar o conteúdo ao espaço onde os alunos vivem, com a investigação de ruas, praças e monumentos que carreguem memórias ligadas ao processo de independência. A proposta é estimular a observação, a formulação de perguntas e a valorização das diferentes matrizes que formam a sociedade.

A abordagem não precisa reforçar a exaltação militar ou a adoração de figuras consideradas infalíveis. A independência pode ser apresentada como um processo coletivo e contínuo, ligado ao cuidado com o espaço público, ao respeito ao próximo e à garantia de direitos.

A formação do professor inclui graduação em Pedagogia ou licenciaturas específicas, além de atualização sobre metodologias ativas. Em 2026, a Lei 15.437 reajustou o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63, considerando jornadas de 40 horas semanais.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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