PERNAMBUCO — As notificações de dengue em Pernambuco aumentaram 37,7% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. No mesmo intervalo, os registros de chikungunya subiram 19,8%. Os dados estão no Boletim Epidemiológico de Arboviroses, divulgado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) nesta quarta-feira (9).
Foram notificados 46.225 casos de dengue no estado, incluindo 668 casos graves. Desse total, 11.241 foram confirmados, 22.732 continuam em investigação e 23.493 foram descartados.
O boletim também registra três mortes confirmadas por arboviroses. Outros 22 óbitos estão em investigação, enquanto 25 foram descartados.
A incidência da dengue é considerada baixa em 83 municípios pernambucanos. Em outros 56, a incidência é média, e 40 apresentam incidência alta.
Chikungunya e Zika
No caso da chikungunya, Pernambuco notificou 6.464 casos, com crescimento de 19,8% em relação ao mesmo período de 2025. Foram confirmados 356 casos; 2.278 estão em investigação e 4.186 foram descartados. Não houve registro de morte pela doença.
As notificações de Zika caíram 2,9%. O estado registrou 1.209 casos, sem confirmação até o momento. Há 108 casos em investigação, incluindo 14 casos prováveis em gestantes.
Entre os grupos mais afetados pela dengue estão mulheres de 15 a 29 anos e homens de 5 a 14 anos. A população parda reúne 64,3% dos casos, seguida pela branca, com 13,9%.
Na chikungunya, os grupos mais atingidos são homens de 0 a 4 anos e mulheres de 15 a 29 anos. Pessoas pardas representam 72,2% dos casos, e pessoas brancas, 12,6%.
Segundo a secretaria, os sintomas podem incluir febre, dor de cabeça forte, dor atrás dos olhos, dores no corpo ou nas articulações e manchas vermelhas na pele. A forma grave da dengue pode causar dor abdominal intensa, vômitos e sangramentos de mucosas. Idosos com mais de 65 anos têm maior risco de hospitalização e de desenvolver formas graves.








