São Bernardo do Campo, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Brasil

Presidente do Líbano propõe acordo com Israel e desarmamento pacífico do Hezbollah

Joseph Aoun quer negociar com Israel após a retirada das tropas e pede apoio ao Exército libanês para evitar um vazio de segurança.

Presidente do Líbano propõe acordo com Israel e desarmamento pacífico do Hezbollah

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que pretende negociar um acordo de segurança com Israel depois que as tropas israelenses deixarem o território libanês. Ele também disse que o país está decidido a desarmar o Hezbollah sem confronto.

Aoun falou à AFP na terça-feira, antes de viajar para a França nesta quarta-feira (16). Para ele, é necessário evitar um vazio de segurança no sul do Líbano após o fim do mandato da missão da ONU, previsto para o fim do ano.

O presidente pediu aos Estados Unidos, à União Europeia e aos países árabes apoio ao Exército libanês. Ele defendeu a continuidade da missão dos capacetes azuis, considerada por ele a opção mais adequada. Sob pressão dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o encerramento do mandato em 31 de dezembro de 2026.

Força internacional e negociação com Israel

A missão conta atualmente com 8.500 integrantes de quase 50 países e atua no sul do Líbano desde 1978. Aoun afirmou que qualquer nova força internacional na região seria temporária, até que o Exército libanês pudesse ser deslocado.

Ele disse aceitar diferentes formatos para essa força, incluindo uma composição europeia, árabe e asiática, além de alternativas com participação americana ou da ONU.

O acordo de segurança com Israel teria como objetivo encerrar o estado de hostilidade e a presença do Exército israelense na fronteira. Aoun afirmou que esse entendimento poderia abrir caminho para um futuro acordo de paz, mas descartou avançar diretamente para essa etapa.

“Não temos outra alternativa, exceto negociar, porque a alternativa é a guerra”, declarou o presidente. Ele é criticado pelo Hezbollah por manter o diálogo com Israel.

Desarmamento do Hezbollah

Aoun afirmou que o desarmamento do grupo não está aberto a negociação, mas ressaltou que a intenção é resolver a questão de forma pacífica. Segundo ele, o objetivo não é provocar um conflito sangrento nem uma nova guerra civil.

O Hezbollah, que também é um partido político xiita, atacou Israel em solidariedade ao Irã. Aoun disse ainda que, depois do desarmamento, as relações com o Irã deverão se basear no respeito mútuo e na não interferência nos assuntos internos do Líbano.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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