RECIFE — A experiência de Giselle Freitas, que perdeu as duas pernas aos três anos após ser atropelada por um ônibus, deu origem ao livro “O Capacitismo Entre Nós”. Publicada pela Viseu, a obra discute como o preconceito contra pessoas com deficiência aparece em relações cotidianas, no trabalho, na família e em diferentes espaços da sociedade.
O livro está disponível para compra na Amazon e terá lançamento presencial no Recife em 24 de setembro, às 19h30, no Vicalli Café. O evento será realizado na semana do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.
Temas abordados
Aos 46 anos, a empreendedora e escritora revisita fases de sua vida e trata de escola, família, mercado de trabalho, acessibilidade, representatividade, autoestima e saúde emocional. A autora também discute a diferença entre proteção e autonomia, o preconceito no ambiente profissional e a violência presente em frases do dia a dia.
Outro ponto abordado é o cansaço de pessoas com deficiência diante da necessidade de provar constantemente a própria capacidade. A discussão, segundo a proposta do livro, vai além da acessibilidade física e questiona as condições de participação e pertencimento oferecidas pela sociedade.
Em um dos capítulos, Giselle afirma que “inclusão não é favor, é direito”. Ela também disse que a obra foi escrita para confrontar situações que muitas pessoas preferem não ver, e não para inspirar de forma superficial.
A autora afirma ainda que o capacitismo atravessa relações, instituições e discursos aparentemente inclusivos. Para ela, esse preconceito interfere nas possibilidades de vida.
A proximidade do lançamento com o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência reforça a proposta de ampliar a discussão sobre o tema. A reflexão é direcionada a pessoas com deficiência, familiares, educadores, profissionais, empresas e à sociedade de forma geral.








