São Bernardo do Campo, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Brasil

Desabamento em mina de ouro no Sudão mata 60 e deixa desaparecidos

Poços da mina de Al-Zaraa começaram a desabar na terça-feira; resgatistas usam ferramentas rudimentares e pedem máquinas pesadas.

Desabamento em mina de ouro no Sudão mata 60 e deixa desaparecidos

Pelo menos 60 pessoas morreram no desabamento de uma mina de ouro no sul do Sudão. Várias pessoas continuam desaparecidas, e os trabalhos de busca seguem no local.

Os poços da mina de Al-Zaraa, perto de El-Nahud, em Kordofan Ocidental, começaram a desabar na terça-feira. Até o momento, 60 corpos foram retirados. Um dos sobreviventes, Khair al-Sayyed Jabara, afirmou que ainda não há informação sobre quantas pessoas permanecem soterradas.

As operações de resgate avançaram durante toda a noite com a ajuda de outros trabalhadores da mina. Eles usaram as mesmas ferramentas rudimentares empregadas na extração de ouro. Jabara disse que os operários tentam encontrar sobreviventes e recuperar corpos, mas enfrentam dificuldades por causa das rochas e da terra.

“Precisamos de máquinas pesadas para retirar as rochas e a terra”, afirmou Jabara.

Al-Amin Suleiman, outro mineiro que trabalhava perto de Al-Zaraa na terça-feira, explicou que os poços ficam muito próximos. De acordo com ele, o desabamento de uma estrutura pode atingir as que estão ao lado. Suleiman disse que ainda há pessoas soterradas e afirmou não acreditar que estejam vivas.

Desde o início da guerra entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (FAR), em abril de 2023, as minas de ouro passaram a financiar o esforço bélico dos dois lados.

O conflito afetou a economia do Sudão e deixou grande parte da população sem trabalho, levando muitas pessoas à mineração. A atividade artesanal e em pequena escala, realizada em minas abandonadas ou áreas não oficiais como Al-Zaraa, responde pela maior parte do ouro extraído no país.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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