São Bernardo do Campo, Sábado, 3 de outubro de 2026
Brasil

Campanha quer reduzir desperdício e valorizar alimentos fora do padrão

Ação do programa Brasil Sem Desperdício reúne empresas, restaurantes, feiras e mercados durante o mês de outubro.

Campanha quer reduzir desperdício e valorizar alimentos fora do padrão

A campanha #FazAXepa será levada às redes sociais de restaurantes e empresas, além de feiras e mercados, para combater o desperdício de alimentos e mudar a percepção sobre produtos fora dos padrões estéticos, afetados por desafios logísticos ou falhas operacionais.

A iniciativa faz parte do programa Brasil Sem Desperdício, uma cooperação entre as organizações sociais WWF-Brasil e Waste & Resources Action Programme (Wrap). A proposta chama atenção para o contraste entre o desperdício de 30% dos alimentos produzidos no Brasil e os 55 milhões de brasileiras e brasileiros que vivem algum nível de insegurança alimentar, conforme dados do IBGE.

Como funciona a campanha

O termo xepa, usado para identificar as sobras do fim da feira, foi escolhido para aproximar o tema do cotidiano. A campanha pretende estimular a ideia de que alimentos maduros, rejeitados por sua aparência, fora do padrão ou próximos do descarte ainda podem ser ingredientes importantes na alimentação e nos negócios.

Durante todo o mês de outubro, período que inclui o Dia Mundial da Alimentação, em 16 de outubro, haverá ações com a atriz Laila Zaid e a chef Bel Coelho em feiras e restaurantes populares. As redes sociais do programa e de empresas parceiras também vão publicar vídeos com entrevistas, declarações e receitas.

Para Luiza Soares, líder do programa Brasil Sem Desperdício, a mudança depende de rever padrões culturais que levam à rejeição de alimentos próprios para o consumo. “Queremos que mais pessoas passem a enxergar o aproveitamento dos alimentos como uma prática simples, possível e desejável”, afirma.

Os organizadores relacionam o desperdício não apenas à segurança alimentar, mas também ao uso de recursos naturais e energéticos na produção e no descarte. A campanha busca envolver consumidores, empresas que comercializam alimentos, organizações sociais e pesquisadores na criação de soluções.

“A transformação não virá de iniciativas isoladas”, diz Luiza Soares. A proposta é ampliar a colaboração entre empresas, governos, academia e sociedade para compartilhar aprendizados e definir novos padrões de aproveitamento dos alimentos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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