São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Pesquisa aponta distância entre percepção de saúde e hábitos dos brasileiros

Levantamento mostra que 59% avaliam a saúde como ótima ou boa, embora 63% estejam acima do peso e 42% não façam atividade física.

Pesquisa aponta distância entre percepção de saúde e hábitos dos brasileiros

Uma pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center e da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados mostra que a percepção dos brasileiros sobre a própria saúde não acompanha alguns hábitos associados ao risco de câncer. Embora 59% dos entrevistados avaliem a saúde como ótima ou boa, 63% estão acima do peso e 42% não fazem atividade física.

O levantamento, chamado “A saúde do brasileiro”, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos, também identificou obesidade em 26% dos participantes, conforme os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entre os entrevistados que afirmam praticar exercícios, a frequência média é de 2,4 dias por semana. Victor Piana, patologista e CEO do A.C.Camargo Cancer Center, afirma que a atividade física regular reduz o risco de tumores como os de intestino e de mama, contribui para o controle do peso e melhora a resposta do organismo durante e depois do tratamento oncológico.

“O excesso de peso é hoje reconhecido pela ciência como fator de risco para mais de dez tipos de câncer”, disse Piana. Entre os tumores associados por ele ao excesso de peso estão os de intestino, mama, pâncreas e esôfago.

Alimentação e consumo de álcool

A pesquisa indica que 66% dos entrevistados comem alimentos frescos — como frutas, verduras, legumes, ovos e carnes — seis dias ou mais por semana. Bebidas açucaradas, alimentos ultraprocessados, doces e frituras aparecem, em média, em cerca de 2 dias semanais.

Entre as pessoas que dizem não conseguir se alimentar adequadamente, 29% apontam o preço alto de carnes frescas, frutas e vegetais. Outros 21% citam a falta de tempo e o cansaço da rotina.

A dificuldade é maior entre quem ganha até um salário mínimo: 40% relatam esse problema. O percentual cai para 10% entre os que estão na faixa acima de cinco salários mínimos. Nesse grupo, o tempo é o principal obstáculo, citado por 39%.

Sobre bebidas alcoólicas, 58% afirmam não beber. Outros 30% dizem consumir álcool de um a dois dias por semana, enquanto 5% relatam beber de cinco a sete dias por semana. A OMS classifica o álcool como cancerígeno e o associa a tumores de boca, garganta, esôfago, fígado, intestino e mama.

A parcela que considera a própria saúde ótima ou boa chega a 64% entre quem bebe de cinco a sete dias por semana, contra 58% entre os que não bebem. Para Piana, essa diferença mostra uma falsa percepção de saúde: sentir-se bem não significa necessariamente estar saudável.

O estudo foi feito com entrevistas presenciais de 2.015 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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