São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Saúde

Terapias experimentais não substituem os efeitos completos do exercício

A pílula ENV-308 e um implante testado em animais preservaram músculos, mas ainda não reproduzem todos os benefícios da atividade física.

Terapias experimentais não substituem os efeitos completos do exercício

Terapias experimentais que tentam reproduzir parte dos efeitos do exercício físico não substituem a atividade física, segundo especialistas. Entre as pesquisas estão a pílula ENV-308, desenvolvida pelo laboratório americano Enveda, e um implante criado por pesquisadores chineses.

A ENV-308 é voltada a pessoas que usam canetas emagrecedoras. A proposta é evitar a perda de massa muscular durante o emagrecimento. Segundo comunicado da Enveda, o medicamento foi projetado para imitar o Lac-Phe, hormônio liberado pelos músculos durante exercícios intensos.

Resultados da pílula

Em testes com 88 voluntários saudáveis, a ENV-308 foi bem tolerada e não apresentou problemas gastrointestinais. Esses efeitos estão entre os mais relatados por pessoas que usam canetas emagrecedoras.

Também foram realizados testes com camundongos. Neles, a pílula reduziu a leptina circulante, hormônio que informa ao cérebro os estoques de energia e o nível de saciedade. O resultado indicou uma possível ação contra a obesidade.

A pesquisa ainda apontou preservação da massa muscular durante o emagrecimento e prevenção de novo ganho de peso após a interrupção das canetas. Mesmo assim, especialistas afirmam que o medicamento será destinado apenas a pessoas que usam esses produtos e não substitui o exercício físico.

Implante em pesquisa

Outra pesquisa, publicada na revista Nature Aging em 26 de agosto, avaliou um implante “vivo” capaz de estimular o aumento da massa muscular. Testes em animais mostraram aumento da massa muscular de camundongos, melhora da função imunológica e reversão de danos no fígado.

O implante é formado por uma cultura com seis milhões de miócitos, células musculares que criam minivasos sanguíneos e pulsam continuamente, inclusive durante o repouso ou o sono. Testes em humanos com mobilidade reduzida estão previstos para 2027.

Os pesquisadores ressaltam, porém, que o implante reproduz apenas alguns aspectos do exercício. Ele não gera os mesmos efeitos cardiovasculares, neuromusculares, mecânicos e de carga óssea da atividade física.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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