O Ministério de Minas e Energia prepara uma nova rodada de testes para avaliar se a gasolina comercializada no Brasil poderá passar a ter 35% de etanol anidro. Atualmente, a gasolina comum e a gasolina comum aditivada têm mistura obrigatória de 32%.
A portaria que vai definir os procedimentos dos ensaios ainda aguarda publicação no Diário Oficial da União. A expectativa do governo é que isso aconteça na próxima semana. O cronograma foi aprovado em 11 de setembro pelo Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro.
A realização dos testes não muda automaticamente o percentual usado nos postos. Depois da análise técnica, uma eventual alteração precisará ser aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Até lá, continua valendo a mistura de 32% na gasolina comum.
O que será avaliado
A Lei nº 14.993/2024, chamada de Lei do Combustível do Futuro, permite que a participação do etanol anidro chegue a 35%, mas exige a comprovação da viabilidade técnica. Os estudos deverão verificar se a mistura afeta o funcionamento dos veículos, as emissões e outros parâmetros.
Em avaliações anteriores, foram analisados aspectos como partida a frio, emissão de poluentes, estabilidade do combustível, diagnóstico eletrônico e desempenho dos veículos. Os resultados dos novos ensaios servirão de base para uma possível decisão do CNPE.
A agenda regulatória do Ministério de Minas e Energia para 2026 prevê a análise da viabilidade técnica da gasolina com 35% de etanol e a definição de um novo cronograma para aumentar a mistura.
Como está a mistura hoje
O percentual de 32% entrou em vigor em 1º de agosto, substituindo os 30% que eram obrigatórios anteriormente. A regra tem validade de 180 dias e pode ser prorrogada uma única vez pelo mesmo período.
A gasolina premium continua com 25% de etanol anidro. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a mistura de 32% pode reduzir em cerca de 900 milhões de litros por ano a necessidade de importação de gasolina pelo Brasil.
A possível adoção do E35 ainda depende dos testes, da avaliação dos resultados e de uma decisão posterior do CNPE. A ampliação do uso do etanol produzido no país é tratada pelo governo como parte da estratégia de segurança energética e de redução da dependência de derivados de petróleo importados.







