São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Carros

Cayenne elétrico aposta em autonomia, tecnologia e controle nas curvas

SUV elétrico da Porsche chega ao Brasil em duas carrocerias e combina até 1.156 cv com bateria de 113 kWh.

O Porsche Cayenne Electric chega ao Brasil com duas opções de carroceria, SUV e cupê, e preços entre R$ 900.000 e R$ 1.460.000. A quarta geração do modelo é totalmente elétrica e vai conviver com a terceira geração, que continua oferecendo motores a combustão e híbridos.

O destaque da linha é o Cayenne Turbo Electric. Com o Launch Control acionado, o modelo entrega até 1.156 cv e 153,1 kgfm, acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e chega aos 200 km/h em 7,4 segundos. A velocidade máxima é de 260 km/h.

Bateria e recarga

Todas as versões usam bateria de 113 kWh e arquitetura elétrica de 800 volts. O sistema de refrigeração tem placas dos dois lados de cada módulo, solução que, segundo a Porsche, é de 15% a 20% mais eficiente do que uma configuração com resfriamento por apenas um lado.

Em corrente contínua, o Cayenne Electric aceita até 390 kW e pode passar de 10% a 80% de carga em menos de 16 minutos, em condições ideais. Em dez minutos, a recuperação de energia pode garantir até 325 km de autonomia.

Na corrente alternada, o carregador de série trabalha com 11 kW e pode completar a recarga em cerca de 11 horas. Há ainda um carregador opcional de 22 kW, oferecido por R$ 13.627, que reduz o tempo para aproximadamente 5,8 horas.

Pelo ciclo do Inmetro, a autonomia é de 493 km no Cayenne Electric, 489 km no S Electric e 481 km no Turbo Electric.

Versões e dimensões

A versão de entrada, chamada Electric, tem 442 cv e 85,2 kgfm. Com o Launch Control, faz de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos e alcança 230 km/h. O S Electric desenvolve 666 cv e 110,2 kgfm, chega aos 100 km/h em 3,8 segundos e atinge 250 km/h.

O Cayenne mede 4,98 m de comprimento, 1,98 m de largura, 1,67 m de altura e tem 3,03 m de entre-eixos. O porta-malas do SUV comporta 781 l (VDA). Na versão Coupé, a capacidade fica em 534 litros, por causa da linha de teto mais inclinada.

Em relação ao Cayenne de terceira geração, o modelo elétrico é 5 cm mais comprido, mantém a largura, é 3 cm mais baixo e ganhou 13 cm de entre-eixos.

Tecnologia ao volante

A suspensão pneumática adaptativa com Porsche Active Suspension Management é item de série. O vão livre varia de 17,5 cm na posição mais baixa a 24,5 cm no modo extra off-road; no modo normal, são 19 cm.

O Porsche Active Ride, disponível no Cayenne Turbo, usa bombas hidráulicas acionadas eletricamente nos quatro amortecedores para controlar individualmente os movimentos da carroceria. A Porsche afirma que o sistema mantém o veículo praticamente nivelado em frenagens, acelerações e curvas.

Durante o teste entre o Autódromo Velo Citta, em Mogi Guaçu, e Lindóia, o percurso teve aproximadamente 60 km, com velocidade que não passou de 80 km/h na maior parte da estrada. Na pista, o Cayenne Turbo Electric mostrou respostas imediatas e comportamento previsível nas curvas, mesmo com mais de 2,5 toneladas.

O modelo tem tração integral com gerenciamento eletrônico Porsche Traction Management e pode receber o Porsche Torque Vectoring Plus. O conjunto distribui o torque e ajuda a manter o equilíbrio do carro durante as curvas.

Interior e personalização

O SUV estreia no Brasil o Porsche Driver Experience, com quadro de instrumentos de 14,25 polegadas e central multimídia de 14,9 polegadas. O Porsche Connect e o My Porsche App permitem acompanhar o veículo, controlar a climatização, verificar a carga e programar recargas. O Charging Planner calcula as paradas e pode pré-condicionar a bateria.

Há 13 cores externas, onze opções de rodas entre 20 e 22 polegadas e 12 combinações internas. Pela Porsche Exclusive Manufaktur, os programas Paint to Sample e Sonderwunsch oferecem 100 cores personalizadas e outros opcionais. A terceira tela para o passageiro é opcional e custa R$ 15.963.

A linha também mantém o Cayenne de terceira geração, com motores 3.0 V6 turbo e 4.0 V8 biturbo, que servem de base para as versões híbridas. No elétrico, os pontos positivos destacados são espaço, desempenho, suspensão e frenagem. Entre os pontos negativos estão o excesso de comandos na central multimídia e o som artificial do motor.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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