São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Mercadante diz que ativos do BNDES cresceram durante seu mandato

Presidente do banco afirmou que os ativos subiram de 620 bilhões para 1 trilhão e 100 bilhões de reais em três anos e meio.

Mercadante diz que ativos do BNDES cresceram durante seu mandato

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (14) que os ativos do banco cresceram de 620 bilhões de reais para 1 trilhão e 100 bilhões de reais ao longo de três anos e meio à frente da instituição. Ele também rejeitou a ideia de ampliar o banco sem controle e criticou a defesa de cortes severos no setor público.

A declaração foi feita durante um evento do Esfera Brasil, em São Paulo (SP). Mercadante disse que o BNDES deve manter seus ativos em torno de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, o banco não deve substituir o mercado de capitais nem voltar ao tamanho alcançado após a crise de 2008, quando chegou a representar 4-5% do PIB.

“Não há inovação se o Estado não correr risco”, afirmou Mercadante ao defender a participação do poder público no desenvolvimento de novas tecnologias e negócios. Para ele, o setor financeiro privado não costuma demonstrar interesse suficiente por esse tipo de iniciativa.

Transparência e gestão

Mercadante também citou o reconhecimento do Tribunal de Contas da União (TCU) ao BNDES como a instituição estatal mais transparente do país. Ele afirmou que o banco deixou de ter processos contra servidores: eram 747 no início de sua gestão e, atualmente, não há nenhum, segundo o presidente.

O presidente do BNDES ainda disse que o Brasil precisa abandonar a ideia de que o desenvolvimento depende apenas de Estado mínimo, desregulamentação, privatizações e retirada do governo da economia. Na avaliação dele, essa orientação contribui para a desindustrialização.

Mercadante defendeu a reindustrialização e afirmou que o Estado é necessário para impulsionar o desenvolvimento. Ele também rejeitou a acusação de que estaria tentando inchar o BNDES, ressaltando que a meta é manter o banco no padrão histórico de 2% do PIB, anterior à crise de 2008.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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