O BNDES e a Finep escolheram a Monashees Gestão de Investimentos para administrar um fundo voltado a startups brasileiras cuja atividade principal seja baseada em inteligência artificial. A iniciativa poderá mobilizar até R$ 500 milhões e ainda passará pelas fases de análise, diligência e estruturação.
A seleção ocorreu após uma chamada pública que recebeu 17 propostas. O fundo terá como objetivo ampliar a quantidade de empresas do setor, suas receitas e a atuação internacional.
Como será o financiamento
A BNDESPAR poderá comprometer até R$ 125 milhões, enquanto o FNDCT/Finep poderá aportar até R$ 80 milhões. Cada cotista-âncora poderá participar com, no máximo, 25% do fundo. A expectativa é que os compromissos dos investidores-âncora atraiam outros participantes.
Os recursos serão destinados a startups cuja proposta de valor dependa do desenvolvimento e da aplicação de inteligência artificial. Para estar dentro do perfil, a tecnologia precisará fazer parte da estrutura do negócio e representar um diferencial competitivo.
Entram nesse foco empresas que necessitem de recursos para dados, modelos, infraestrutura computacional e contratação de profissionais especializados. O uso ocasional de ferramentas prontas de inteligência artificial, apenas como apoio a outras atividades, não se enquadra na proposta.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, relacionou o fundo à criação de empresas, à formação e à permanência de profissionais especializados no Brasil. “Com este fundo, serão criadas condições para o surgimento de novas empresas inovadoras”, afirmou.
O presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, disse que o país precisa desenvolver competências próprias para criar e aplicar soluções de inteligência artificial conforme seus interesses estratégicos.
A iniciativa faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê o uso dessas inovações para melhorar a capacidade produtiva nacional e o bem-estar da população.







