ESTADOS UNIDOS — Representantes dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump devem se reunir presencialmente entre 30 de setembro e 1º de outubro, nos Estados Unidos, para retomar as negociações sobre as tarifas impostas ao Brasil. Será o primeiro encontro presencial desde a retomada das tratativas.
A informação foi divulgada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Também devem participar o chanceler Mauro Vieira e Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos.
Reunião durante encontros do G20
A agenda deve ocorrer no mesmo período de uma reunião preparatória do G20, marcada para 30 de setembro e 1º de outubro nos Estados Unidos. A previsão é que Elias Rosa e Mauro Vieira viajem para Milwaukee, onde devem conversar com Greer, do USTR, sigla em inglês para Representante Comercial dos Estados Unidos.
“As equipes técnicas do governo brasileiro e do USTR vêm conversando normalmente e trocando documentos”, afirmou Márcio Elias Rosa. Segundo o ministro, os contatos entre as equipes continuaram depois de uma conversa por videoconferência realizada em agosto.
A reunião presencial será o primeiro encontro entre representantes dos dois países desde a retomada das negociações sobre as tarifas. As tratativas incluem a troca de documentos entre os governos.
Tarifas e Lei da Reciprocidade
Em 2026, os Estados Unidos anunciaram duas rodadas de tarifas contra o Brasil: uma de 25% e outra de 12,5%. As medidas ocorreram em meio à condenação de Jair Bolsonaro por ministros do Supremo Tribunal Federal. O ex-presidente recebeu pena de 27 anos de prisão no processo sobre a trama golpista, e outras 28 pessoas também foram condenadas.
O governo brasileiro afirmou que pode recorrer à Lei da Reciprocidade. Sancionada em 11 de abril de 2025, a Lei nº 15.122 criou mecanismos para suspender concessões comerciais em resposta a medidas unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade da economia brasileira.
Entre as possibilidades previstas estão a criação de tributos ou taxas, o fim de isenções, a retirada de reduções tarifárias sobre importações e restrições à entrada de bens ou serviços. A resposta deve ser proporcional ao impacto econômico causado pela medida estrangeira, sempre que possível.







