A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) considerou insuficiente a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros decidida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Em nota divulgada nesta quarta-feira (16), a entidade afirmou que o corte representa um passo tímido diante da situação socioeconômica do país.
A federação relacionou a avaliação ao endividamento de consumidores e empresas. Segundo a Fiesp, cerca de 80 milhões de brasileiros e 9 milhões de empresas estão negativados. Para a entidade, esse cenário reúne efeitos acumulados da permanência dos juros em níveis elevados.
A Fiesp também declarou que a economia está desacelerando e que o consumo das famílias permanece estagnado desde 2024. Na avaliação apresentada pela entidade, essa combinação continua pressionando a renda e a qualidade de vida das famílias.
Avaliação do presidente
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, relacionou os juros e a situação fiscal do país às dificuldades de consumidores e empresas. “Juros elevados por tempo prolongado, somados ao descontrole dos gastos públicos, sufocam famílias e empresas, travando os investimentos e a retomada do crescimento do Brasil”, afirmou.
A manifestação ocorreu depois da decisão do Copom de reduzir a taxa básica em 0,25 ponto percentual. Para a federação, o ritmo do corte não acompanha o endividamento de famílias e empresas nem a perda de dinamismo da atividade econômica.






