São Bernardo do Campo, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Finanças

Fed dos EUA eleva juros e prevê nova alta até o fim do ano

Taxa básica subiu 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%, em decisão unânime.

Fed dos EUA eleva juros e prevê nova alta até o fim do ano

O Federal Reserve elevou nesta quarta-feira, 16 Set, a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%. A decisão foi unânime e marcou a primeira mudança de política monetária sob o comando de Kevin Warsh, presidente do banco central desde o final de maio.

As novas projeções indicam que 16 dos 18 formuladores de política monetária esperam pelo menos mais um aumento de 0,25 ponto percentual até o final deste ano. Apenas dois preveem que os juros permaneçam estáveis a partir de agora. Warsh não apresentou uma projeção para as taxas.

O Fed também sinalizou uma política monetária mais restritiva ao longo do próximo ano. Pelas estimativas, a taxa básica deve chegar à faixa de 4,00% a 4,25% até o final deste ano e permanecer nesse nível no encerramento de 2027.

“A medida de política monetária de hoje apoiará um retorno mais rápido à meta de 2% do Comitê”, afirmou o banco central na declaração divulgada após uma reunião de dois dias.

Inflação e atividade econômica

As projeções trimestrais elevaram a estimativa para a inflação medida pelo Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal a 3,7%, ante 3,6% na reunião de junho. O Fed não prevê o retorno da inflação à meta de 2% até 2029, um ano depois do previsto anteriormente.

A estimativa para o crescimento econômico passou de 2,2% para 2,3%. A taxa de desemprego deve terminar o ano em 4,1%, contra a projeção anterior de 4,3% feita em junho.

O comunicado retirou a referência a “choques de oferta” como explicação para a inflação elevada, especialmente no setor de energia. A decisão ocorreu durante o governo de Donald Trump, que havia escolhido Warsh com a expectativa de redução dos juros.

Warsh deveria realizar uma coletiva de imprensa a partir das 15h30, no horário de Brasília, para explicar a decisão. Os mercados financeiros acompanhavam como o presidente do Fed apresentaria os motivos da alta e a possibilidade de novos aumentos nos custos dos empréstimos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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