São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Correios pedem novo empréstimo de R$ 7 bilhões com aval do Tesouro

Estatal negocia financiamento com bancos privados enquanto registra prejuízos e busca reduzir custos com PDV e venda de imóveis.

Correios pedem novo empréstimo de R$ 7 bilhões com aval do Tesouro

Os Correios formalizaram uma proposta de empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados. A operação ainda depende do aval do Tesouro Nacional, que deverá atuar como fiador do financiamento.

A estatal confirmou que mantém negociações, mas informou que os detalhes financeiros só serão divulgados depois da conclusão do acordo. “As condições financeiras da operação ainda estão em tratativas com as instituições envolvidas e, neste momento, não podem ser detalhadas”, disse a empresa.

O novo pedido ocorre após um empréstimo de R$ 12 bilhões contratado em dezembro de 2025 com Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Essa operação também contou com o aval do Tesouro Nacional e foi destinada a dar fôlego ao plano de recuperação dos Correios.

Além dos financiamentos, o governo federal reservou R$ 6 bilhões no Orçamento de 2027 para aportar na estatal.

Prejuízo no primeiro semestre

Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026. O resultado representa alta de 30,36% em relação ao prejuízo de R$ 4,26 bilhões registrado no mesmo período de 2025.

No segundo trimestre, o prejuízo foi de R$ 2,39 bilhões. Houve queda de 5,5% na comparação com os R$ 2,53 bilhões registrados no mesmo trimestre de 2025. Em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando o prejuízo foi de R$ 3,16 bilhões, a redução foi de 24,4%.

A empresa afirmou que os resultados ainda são afetados pela redução de receitas, pelas despesas financeiras e pelas contingências judiciais. Também informou que mantém ações de recuperação de receitas, eficiência operacional e modernização do modelo de negócios.

Medidas para reduzir despesas

Neste ano, os Correios abriram um novo plano de desligamento voluntário, o PDV. Os empregados que aderirem podem receber benefícios entre R$ 24,4 mil e R$ 459 mil, pagos em parcela única e sem incidência de impostos.

Desde 2017, a estatal abriu três PDVs, com adesão de 7.254 funcionários. Em 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões, acima do resultado negativo de R$ 2,6 bilhões de 2024.

A empresa também acelerou um plano de venda de imóveis para cortar custos e obter recursos para o caixa. Mais de 30 unidades, entre terrenos, pontos comerciais e prédios históricos, foram vendidas nos últimos meses, gerando R$ 387 milhões. A meta é alcançar R$ 1,5 bilhão no acumulado do ano.

Os Correios possuem 2,3 mil imóveis espalhados pelo país. Do valor obtido até agora, R$ 207 milhões vieram de leilões e R$ 180 milhões de vendas diretas ao setor público.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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