A confiança do consumidor caiu pelo quinto mês consecutivo em setembro de 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 0,5 ponto, para 84,2 pontos — o menor nível desde novembro de 2022, quando marcou 83,5 pontos.
Na média móvel trimestral, o indicador caiu 1,5 ponto e chegou a 85,7 pontos. Ao fim do terceiro trimestre, o ICC acumulou perda de 4,9 pontos nas últimas cinco medições.
A queda do índice foi causada pelo aumento do pessimismo com o futuro. A percepção sobre o momento atual, por outro lado, teve uma leve melhora. Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE, afirmou que a piora foi totalmente influenciada pela queda nas expectativas.
O resultado foi parcialmente compensado pela recuperação da confiança entre consumidores de renda mais baixa, principalmente na avaliação da situação financeira futura. Para Tobler, esse movimento pode estar relacionado ao reajuste de valores de benefícios sociais. Ainda assim, ele afirmou que as condições financeiras seguem apertadas, com alto endividamento e inadimplência, o que dificulta uma retomada da confiança nos próximos meses.
Expectativas recuam, enquanto situação atual melhora
O Índice de Expectativas (IE) caiu 0,9 ponto, para 85,2 pontos, o menor patamar desde maio de 2022, quando ficou em 84,0 pontos. A intenção de compra de bens duráveis recuou 2,4 pontos, para 72,3 pontos.
O indicador sobre a situação econômica local futura baixou 1,3 ponto, para 102,0 pontos, menor nível desde agosto de 2025, quando registrou 97,3 pontos. Já a avaliação da situação financeira futura da família avançou 1,0 ponto, para 83,9 pontos, interrompendo quatro meses de queda.
O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 0,2 ponto, para 84,0 pontos. A avaliação da situação econômica local atual aumentou 0,4 ponto, para 94,0 pontos, após três meses de perdas. A situação financeira atual da família teve alta de 0,1 ponto e fechou em 74,4 pontos.






