O Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026. A autoridade monetária também indicou uma nova desaceleração da atividade econômica em 2027.
A revisão foi divulgada nesta quinta-feira (24), no Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre. O BC relacionou a mudança aos primeiros indicadores do terceiro trimestre, que mostraram um desempenho da economia abaixo do previsto anteriormente, e a uma composição menos favorável do crescimento no segundo trimestre.
Embora o resultado geral do PIB tenha ficado ligeiramente acima da expectativa, o Banco Central informou que a expansão se concentrou em setores menos ligados ao ciclo econômico. Entre os segmentos com desempenho positivo, a autoridade citou a agropecuária e a indústria extrativa.
Em sentido contrário, setores mais sensíveis ao ritmo da economia e o consumo das famílias tiveram resultado inferior ao esperado. “Os setores mais cíclicos da oferta e o consumo das famílias, por sua vez, surpreenderam em sentido oposto”, informou o Banco Central.
A avaliação do relatório é que o crescimento continua, mas está menos distribuído entre os setores produtivos. Áreas específicas passaram a ter maior peso, enquanto componentes mais ligados à demanda interna deram contribuição menor.
O consumo das famílias, o comércio, os serviços e a indústria de transformação refletem mais diretamente as condições de renda, crédito, juros e confiança na economia. Por isso, o desempenho desses segmentos foi destacado na análise da autoridade monetária.
O Relatório de Política Monetária reúne a avaliação do BC sobre inflação, juros, atividade econômica e cenário externo. O documento também é usado para explicar as decisões de política monetária da instituição.
Com a nova estimativa, o Banco Central passou a sinalizar mais cautela com o ritmo de expansão da economia brasileira e considera que a desaceleração deve continuar no próximo ano.






