São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Confiança da construção recua em setembro, aponta FGV IBRE

Índice caiu 1,4 ponto e chegou a 90,5 pontos, enquanto as expectativas tiveram a maior retração entre os dois eixos do indicador.

Confiança da construção recua em setembro, aponta FGV IBRE

O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 1,4 ponto em setembro e chegou a 90,5 pontos, informou o FGV IBRE. Considerando a média móvel trimestral, o indicador recuou 0,4 ponto, para 91,6 pontos.

Com o resultado, a confiança do setor ficou 2,0 pontos abaixo do nível registrado no mesmo período de 2025. Obras de Infraestrutura teve a maior queda mensal, influenciada pela piora nas expectativas dos empresários. O FGV IBRE relaciona esse movimento à possibilidade de encerramento do ciclo de obras eleitorais.

O Índice de Situação Atual (ISA-CST) diminuiu 1,0 ponto, para 90,7 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 1,6 ponto e também ficou em 90,5 pontos. A piora das expectativas foi registrada em todos os segmentos da construção.

Situação dos negócios e expectativas

Dentro do indicador de situação atual, a Situação Atual dos Negócios marcou 89,3 pontos, com variação de -1,3 ponto em relação ao mês anterior. A Carteira de Contratos ficou em 92,2 pontos, menor nível desde dezembro de 2025, após recuo de -0,8 ponto na comparação com agosto.

Entre os componentes das expectativas, a Demanda Prevista caiu 3,8 pontos no mês e chegou a 90,1 pontos. Esse foi o menor nível da série histórica desde maio de 2021. A Tendência dos Negócios foi o único item com alta: avançou 0,5 ponto, para 90,8 pontos.

Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, afirmou que o cenário indicado pela pesquisa é de cautela e pessimismo moderado. Segundo ela, a menor confiança também aparece nas projeções de expansão do emprego.

A utilização dos recursos operacionais também recuou. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da Construção caiu 0,7 ponto percentual, para 78,1%. O NUCI de Mão de Obra diminuiu 0,5 ponto percentual, chegando a 79,8%, enquanto o de Máquinas e Equipamentos recuou 0,1 ponto percentual, para 72,8%.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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