São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Produção industrial tem pior agosto em 11 anos, aponta CNI

Indicador caiu para 46,3 pontos, abaixo do nível que separa crescimento e queda; intenção de investimento também recuou em setembro.

Produção industrial tem pior agosto em 11 anos, aponta CNI
Foto: Indústria registra pior resultado para agosto em 11 anos, diz CNI Simon Kadula/Unsplash

A produção industrial brasileira teve em agosto o pior desempenho para o mês em 11 anos, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de evolução da produção caiu 4,7 pontos, de 51 para 46,3 pontos.

Abaixo de 50 pontos, o indicador aponta queda da produção. Foi a segunda vez nos últimos 11 anos que isso aconteceu em agosto. A outra ocorrência foi em 2025. Desde 2015, o índice costumava ficar acima desse nível no mês.

A Sondagem Industrial ouviu 1.403 empresas pequenas, médias e grandes entre 1º e 11 de setembro.

Queda também aparece no emprego e nos estoques

A utilização da capacidade instalada das fábricas recuou 1 ponto percentual, para 69%. O resultado ficou 2 pontos percentuais abaixo da média dos meses de agosto.

O indicador de evolução do número de empregados caiu de 48,6 para 48,2 pontos e continuou abaixo de 50, sinalizando redução no emprego industrial. Já o índice de estoques de produtos finais passou de 51 para 49,5 pontos, indicando diminuição entre julho e agosto.

Segundo a CNI, a redução da produção está ligada à menor demanda por produtos industriais e ao aumento das incertezas no cenário econômico.

Intenção de investimento recua

A intenção de investimento das empresas caiu 1,3 ponto em setembro, de 52,6 para 51,3 pontos. Esse foi o menor nível desde agosto de 2020 e a quarta queda seguida, em uma sequência iniciada em maio. No período, o indicador acumulou recuo de 3,5 pontos.

Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o resultado reflete a perda de ritmo da atividade industrial e o aumento das incertezas.

As expectativas para os próximos seis meses também pioraram nos quatro indicadores pesquisados. A previsão para a demanda por produtos caiu 1,4 ponto, para 51,2. A expectativa de compra de insumos e matérias-primas recuou 0,8 ponto, para 50,4.

A quantidade exportada diminuiu 0,6 ponto, para 48,9, enquanto a previsão para o número de empregados caiu 0,2 ponto, para 49,2. As empresas ainda esperam crescimento na demanda e na compra de insumos, porque os dois índices permanecem acima de 50. Para exportações e emprego, os indicadores ficaram abaixo desse nível.

Reflexo no PIB

O desempenho da indústria influencia o Produto Interno Bruto (PIB), que reúne o valor dos bens e serviços produzidos no país e mede a atividade econômica.

No segundo trimestre de 2026, o PIB cresceu 0,5% em relação ao primeiro trimestre, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi menor que a alta de 1,1% registrada nos três primeiros meses do ano.

Entre janeiro e março, a indústria avançou 1%, a agropecuária cresceu 2% e os serviços tiveram alta de 0,5%.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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