São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Finanças

Cade aprova compra da Desktop pela Claro sem impor restrições

Órgão considerou que a concorrência em banda larga fixa será suficiente para reduzir riscos da operação em São Paulo.

Cade aprova compra da Desktop pela Claro sem impor restrições

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou, sem restrições, a aquisição da Desktop pela Claro. A decisão considera que a operação não deve permitir que a compradora exerça poder de mercado de forma unilateral, mesmo nas cidades em que as duas empresas têm maior participação.

A principal sobreposição entre as companhias está no mercado de banda larga fixa. Ela ocorre em 198 municípios, com participações conjuntas relevantes em parte dessas localidades. Na avaliação do Cade, a existência de redes e a atuação de concorrentes locais e nacionais mantêm condições para a disputa entre as empresas. “As condições de entrada, rivalidade e contestabilidade mostraram-se suficientes para mitigar os riscos concorrenciais”, afirmou a Superintendência-Geral.

Participação em São Paulo

A Desktop atende 1,2 milhão de clientes em 198 cidades do estado de São Paulo e tem 7,6% do mercado. A Claro possui 4,5 milhões de clientes paulistas, com 28,3% de participação, enquanto a Vivo soma 4,9 milhões e 31%.

O parecer também apontou que a Claro terá incentivo econômico para retirar aos poucos as infraestruturas consideradas redundantes após a operação.

A compra foi anunciada oficialmente em março deste ano por R$ 4 bilhões. Desse total, R$ 2,4 bilhões correspondem aos ativos, e R$ 1,6 bilhão será referente à dívida líquida assumida pela Claro. A empresa receberá 84 milhões de ações ordinárias da Desktop, que representam 73% da operadora. Os papéis pertencem ao fundo Makalu Brasil Partners, controlado pela HIG Capital, e a pessoas físicas, entre elas o fundador Denio Alves Lindo. Em uma segunda etapa, a Claro deverá fazer uma oferta pelos 27% restantes.

Histórico da aprovação

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já havia dado anuência prévia à operação em maio. Antes disso, em outubro de 2025, uma análise preliminar do órgão havia indicado possíveis efeitos negativos para o mercado e para a entrada de novos competidores.

A Desktop foi criada em 1997, em Sumaré (SP). A empresa recebeu aporte da HIG Capital em 2020 e abriu capital em 2021. Desde o fim de 2025, negociava com a Claro. Antes, também conversou com a Vivo, mas não houve acordo sobre o preço.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5