A Banfruty, distribuidora de frutas sediada em Caieiras, na Grande São Paulo, prevê faturamento de R$70 milhões em 2026. A empresa, fundada em 1996, movimenta de 400 a 500 toneladas de banana por semana e atende mais de 500 pontos de venda no estado.
A história começou quando os pais de Diego Oliveira trabalhavam em outra distribuidora, que enfrentava dificuldades financeiras e problemas societários. Após serem desligados, receberam do antigo empregador uma proposta para quitar a rescisão em mercadorias, já que ele também produzia bananas. O pagamento em fruta, junto com a relação construída com clientes, deu origem ao negócio.
A Banfruty completa 30 anos em 2026 e hoje é administrada pelas duas gerações dos fundadores. Ao longo da trajetória, a companhia passou por cinco centros de distribuição. O atual foi inaugurado há dois anos, na divisa com a capital paulista.
Mais produtos e marcas próprias
Durante 28 anos, a empresa trabalhou apenas com os cinco tipos de banana: nanica, maçã, terra, prata e ouro. Nos últimos dois anos, ampliou o portfólio com mamão formosa, manga, melancia, abacaxi e maracujá. Também começou a vender ovos neste ano.
A companhia criou ainda a marca de banana chips Nanikinha, sem gordura trans, lactose ou glúten. Outra linha é a banana kids, voltada ao público infantil, com bandeja de bananas soltas e uma fita para colorir com a mascote Nico. A proposta, segundo Diego, é aproximar da fruta in natura crianças acostumadas a produtos ultraprocessados.
A distribuidora mantém produção própria no Vale do Ribeira, em Registro, e complementa o abastecimento com parcerias em fazendas de diferentes regiões do país. A estratégia busca compensar as diferenças de safra entre os estados. A atuação alcança o estado de São Paulo, com exceção das regiões de Ribeirão Preto, Rio Preto e Barretos, que ficam a cerca de 600 quilômetros do centro de distribuição.
Exportação ainda está em estudo
A Banfruty não exporta atualmente. Diego afirma que o transporte marítimo é pouco viável para a banana por causa da vida útil limitada da fruta. Os grandes exportadores brasileiros, segundo ele, estão concentrados no Rio Grande do Norte e no Ceará, próximos aos portos de Suape e Pecém. O trajeto até a Europa leva cerca de 11 a 12 dias.
A empresa avalia usar transporte aéreo para atender comunidades latinas em cidades como Miami e Nova York, onde há consumo de banana prata. Nesse modelo, a entrega poderia ocorrer em menos de 24 horas. A possibilidade ainda está em estudo e pode avançar nos próximos meses ou no próximo ano.
A Banfruty também opera um ponto de venda no Ceagesp. A presença tem função estratégica: acompanhar preços e oferta de frutas como manga, mamão e maracujá, além de atender clientes que concentram as compras no entreposto por causa da praticidade do frete.
Para reduzir perdas, bananas com aparência irregular, batidas ou fora do padrão, mas próprias para o consumo, são usadas na fabricação dos chips. Frutas que retornam maduras dos supermercados, conforme contratos com os clientes, seguem para a produção de doces.







