São Bernardo do Campo, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Finanças

Apostadores retiram dinheiro de bets antes do fim do prazo e avaliam plataformas estrangeiras

Com a mudança nas regras, apostadores sacam saldos, calculam riscos e buscam alternativas para manter a atividade.

Apostadores retiram dinheiro de bets antes do fim do prazo e avaliam plataformas estrangeiras

Brasileiros que mantinham dinheiro em plataformas de apostas on-line começaram a retirar os saldos antes do fim do prazo estabelecido pelo Poder Executivo, previsto para segunda-feira (5). Com a saída das empresas do país, parte dos apostadores avalia novos projetos pessoais e profissionais, enquanto outra considera continuar em sites hospedados no exterior.

A mudança ocorreu após o envio de uma medida provisória pelo governo federal ao Congresso Nacional. A proposta ainda passará por votação nos próximos meses. Entre os apostadores, uma das preocupações é a perda das regras que haviam criado canais oficiais para reclamações e proteção ao consumidor.

Risco de problemas nos saques

Ricardo Berassolli, especialista em ciência de dados de 45 anos, apostava desde 2010 e tinha as bets como principal fonte de renda. Ele afirma que o ambiente ganhou estabilidade depois do processo de regulamentação implementado em 2023, mas diz que a retirada das empresas pode aumentar a insegurança para quem continuar jogando.

“Sempre teve uma insegurança sobre onde reclamar os direitos. Estar regulamentado era ótimo porque havia órgãos de proteção”, afirmou Berassolli.

Depois do anúncio da medida provisória, ele retirou todo o saldo da única plataforma que usava. A empresa comunicou os clientes sobre a necessidade de resgate e informou que valores restantes seriam estornados depois do encerramento do prazo. Para o especialista, apostadores menos experientes podem ficar mais expostos a dificuldades para retirar o dinheiro.

Jovem tinha valores em sete plataformas

João Victor Brasil, de 24 anos, começou a apostar depois da pandemia da Covid-19, quando ainda cursava o ensino médio. Ele trabalhava como auxiliar de serviços gerais no Aeroporto Santos Dumont, com carteira assinada, e começava o expediente às 5h. Com o aumento dos ganhos, as apostas se tornaram sua principal renda.

O jovem diz que recebia, em média, o equivalente a um salário mínimo por mês com as plataformas. Ao mesmo tempo, reconhece que os valores variam: “Tem mês que você ganha um valor e, em outro, não ganha nada”.

João Victor tinha dinheiro depositado em sete empresas. Já conseguiu sacar os valores de cinco delas e ainda mantém R$ 1,7 mil nas duas restantes. As plataformas informaram que os saques poderiam ser feitos até segunda-feira (5), com transferência automática de eventuais saldos para as contas bancárias cadastradas.

Com o encerramento das operações, ele avalia voltar a estudar. Também mantém sociedade com um amigo em uma loja de roupas, mas o negócio ainda não é sua principal fonte de renda.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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