São Bernardo do Campo, Domingo, 4 de outubro de 2026
Carros

Nova geração prevista para 2027 muda decisão sobre o Toyota SW4 atual

SW4 ainda se destaca em desempenho, consumo, revisões e garantia, mas perde em frenagem, cabine e equipamentos para o GWM Haval H9.

A próxima geração do Toyota SW4 está prevista para 2027, quando o SUV será produzido em Zárate, na Argentina, sobre a base da Hilux totalmente renovada. Até lá, a versão atual continua à venda, mas enfrenta a concorrência do GWM Haval H9 e mostra sinais de defasagem em itens importantes.

O que ainda favorece o SW4

O Toyota SW4 SRX Platinum custa R$ 424.590 e oferece motor 2.8 turbodiesel de 204 cv e 50,9 kgfm, câmbio automático de seis marchas e tração 4x4. No teste realizado no Rota 127 Campo de Provas, acelerou de zero a 100 km/h em 11,1 segundos, enquanto o GWM Haval H9 fez o mesmo em 12,2 s.

O Toyota também foi mais rápido nas retomadas: levou 5,9 s de 60 a 100 km/h e 7,3 s de 80 a 120 km/h. O Haval registrou 6,8 s e 9,1 s, respectivamente. O câmbio do SW4 responde rapidamente nas reduções, característica que ajuda em subidas e ultrapassagens.

No consumo, o modelo marcou 9,6 km/l na cidade e 12,9 km/l na estrada. O rival fez 9 km/l em circuito urbano e 11,5 km/l em trajeto rodoviário. O Toyota também tem dimensões mais contidas, com 4,79 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,83 m de altura e 2,74 m de entre-eixos.

Outro ponto favorável está no custo de manutenção. As revisões do SW4 até 60 mil km somam R$ 7.314, contra R$ 10.435 no Haval H9. As visitas devem ocorrer a cada um ano ou 10 mil km, o que acontecer primeiro.

A garantia de fábrica é de 5 anos, sem limite de quilometragem. Depois disso, o programa pode estender a cobertura por outros 5 anos, desde que o proprietário cumpra as condições previstas, com renovação a cada 12 meses ou 10 mil km.

Onde o projeto perde força

Na frenagem a 100 km/h, o SW4 percorreu 47,2 m até parar, enquanto o Haval H9 precisou de 40,5 m. O Toyota usa pneus Bridgestone, e o concorrente, Kumho. A direção hidráulica também deixa o volante mais pesado nas manobras, e a suspensão permite oscilações da carroceria em ruas onduladas e lombadas.

A terceira fileira tem bancos suspensos, que reduzem o espaço para bagagens. O porta-malas comporta 500 litros. No Haval H9, os bancos são rebatidos abaixo do assoalho, e a capacidade informada chega a 791 litros, embora as medições usem critérios diferentes.

A cabine do SW4 reúne relógio digital, muitos plásticos e poucos materiais diferentes. A central multimídia tem 9 polegadas e oferece pareamento sem fio, mas traz recursos limitados. A câmera de ré tem baixa qualidade, enquanto o painel analógico conta com uma tela de 4,9’’. O Haval H9 usa instrumentação digital de 10,2’’.

O pacote de assistência inclui controle de cruzeiro adaptativo e sensores de ponto cego, mas não oferece assistente de permanência em faixa com centralização.

Com a nova geração programada para 2027, o SW4 atual mantém vantagens mecânicas, de consumo, manutenção e garantia. Por outro lado, a diferença de preço para o GWM Haval H9 Exclusive, de R$ 335 mil, e a defasagem em frenagem, acabamento, espaço e tecnologia tornam a espera pela renovação uma alternativa mais coerente para quem não precisa comprar agora.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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