São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Carros

Jeep Commander 2027 ganha sistema MHEV e melhora consumo na cidade

Versões mais caras recebem sistema híbrido leve de 48 volts, mas mudanças em desempenho e tecnologia são discretas.

O Jeep Commander 2027 passou a oferecer um sistema híbrido leve de 48 volts nas versões Limited e Overland. A tecnologia acrescenta torque ao motor a combustão, suaviza as partidas e melhora o consumo urbano, mas não transforma o SUV de sete lugares em um modelo ágil ou especialmente moderno.

A versão Longitude, que custa R$ 228.790, não recebe o sistema MHEV. A Limited parte de R$ 255.690, enquanto a Overland chega a R$ 283.790. O conjunto híbrido também não altera o visual de maneira significativa: as versões equipadas trazem o logotipo MHEV com detalhes verdes e duas saídas funcionais de escape.

Como funciona o sistema híbrido

O motor continua sendo o 1.3 turbo flex, com 176 cv e 27,5 kgfm, associado a um câmbio automático de seis marchas. O sistema elétrico de 48 volts acrescenta 6,6 kgfm ao conjunto e ajuda nas saídas e retomadas. Como se trata de um híbrido leve, a eletricidade não movimenta diretamente as rodas. A bateria é recarregada automaticamente.

O auxílio é percebido principalmente no uso cotidiano. O Commander ficou menos lento nas arrancadas e retomadas, embora a Jeep informe a mesma aceleração de 0 a 100 km/h para os modelos com e sem MHEV: 10,5 segundos, tanto com gasolina quanto com etanol.

As partidas do motor ficaram mais suaves porque o sistema elétrico substitui o alternador e o motor de partida. Já o start-stop continua demorando para religar o motor e não pode mais ser desligado pelo motorista.

Segundo a Jeep, o Commander MHEV faz 11 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada com gasolina. No modelo 2026 sem o sistema híbrido, as médias eram de 10 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada. A melhora aparece no trânsito urbano, enquanto o consumo rodoviário piora.

Conforto e espaço interno

A condução mantém o foco no conforto. A suspensão macia absorve bem as irregularidades, mas o veículo não reage bem a velocidades elevadas e curvas fechadas. A sensação de peso também continua presente na direção e nas acelerações.

O interior não recebeu mudanças. Na versão Overland, há revestimentos sintéticos e camurça, além de materiais emborrachados no painel e nas portas. A lista de equipamentos inclui ar-condicionado digital de duas zonas, bancos dianteiros elétricos, teto solar, câmera 360°, sensores de estacionamento, estacionamento semiautônomo e carregador de celular por indução.

O SUV também oferece som Harman Kardon de 450W com nove alto-falantes, controle de cruzeiro adaptativo, alertas de pontos cegos, assistente de permanência em faixa, frenagem automática de emergência, leitura de placas e faróis full led com acionamento automático dos fachos baixo e alto.

A central multimídia tem 10,1 polegadas, conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, e o quadro de instrumentos mede 10,25 polegadas. Apesar de funcional, a central já mostra sinais de idade no layout e na velocidade de funcionamento.

A segunda fileira oferece bom espaço para as pernas, inclusive para passageiros altos, além de saídas de ar-condicionado com controle de intensidade e portas USB. Já a terceira fileira é apertada, com pouco espaço lateral e posição elevada dos bancos.

O porta-malas comporta 661 litros com cinco bancos em uso e 233 litros com os sete assentos posicionados. Com o veículo cheio, sobra pouco espaço para bagagens.

O Commander Overland MHEV mantém a proposta de um SUV urbano grande, mas sem dimensões exageradas. O sistema híbrido leve traz ganhos discretos, sobretudo na cidade, enquanto a tecnologia embarcada e a central multimídia já pedem atualização.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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