A Mitsubishi prepara uma nova arquitetura para o Outlander, com até quatro motores elétricos trabalhando em conjunto na quinta geração do SUV, prevista para chegar ao mercado global em 2028. A proposta é atualizar o sistema de tração integral Super All-Wheel Control (S-AWC) e permitir o controle individual da força em cada roda.
O modelo deve manter a base a combustão, mas o motor será aprimorado para aumentar a eficiência térmica. Para atender à maior demanda do novo conjunto, o projeto também deverá usar uma bateria com maior densidade energética. A configuração pode elevar o peso e o preço do veículo.
Como funciona o sistema atual
Hoje, o Outlander combina um motor 2.4 aspirado com dois motores elétricos. Eles são alimentados por uma bateria de 22,7 kWh, em um conjunto que entrega 301 cv de potência combinada e 45,9 kgfm de torque. A autonomia no modo elétrico é de 106 km.
Na próxima geração, a ideia é instalar um motor elétrico dedicado em cada roda. Com isso, a distribuição de força poderá ser feita de maneira individualizada, com correções imediatas quando houver perda de aderência. O sistema foi planejado para melhorar o comportamento do SUV no asfalto molhado e em trechos de terra, além de favorecer respostas mais rápidas e estabilidade nas curvas.
A mudança é preparada em meio à disputa com o Honda CR-V híbrido, o Toyota RAV4 e SUVs chineses híbridos. Para um veículo médio-grande voltado a viagens familiares, a solução busca equilibrar controle e desempenho, mas acrescenta componentes e baterias maiores ao conjunto.
Visual mais limpo
A quinta geração também deverá adotar parte da identidade apresentada no conceito Elevance, mostrado no ano passado. Na dianteira, as luzes diurnas serão alongadas nas extremidades do para-choque, enquanto os faróis principais ficarão integrados à grade pintada na cor da carroceria.
Na parte traseira, uma barra de LED contínua deverá ligar as lanternas afiladas. O desenho representa uma mudança em relação ao excesso de cromados da geração atual.
A Mitsubishi também precisa reagir à queda nas vendas globais. Nos Estados Unidos, os emplacamentos passaram de 45.253 para 35.896 unidades no último ano.







