São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Mais sono REM aparece ligado a menor risco de 83 doenças

Estudo com 95.559 participantes encontrou associações entre o sono dos sonhos e riscos menores de doenças, mas não provou causa e efeito.

Mais sono REM aparece ligado a menor risco de 83 doenças

A quantidade de sono não é o único fator relacionado à saúde. Um estudo com 95.559 participantes do UK Biobank identificou que pessoas com mais sono REM, fase associada aos sonhos, apresentaram menor risco de desenvolver 83 doenças.

A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Universidade de Pequim e da Capital Medical University, na China. Os participantes usaram sensores de pulso durante sete dias para que fossem avaliados o tempo total de sono, a duração de cada estágio, os períodos acordados durante a noite e a regularidade do descanso.

O acompanhamento durou cerca de nove anos. Nesse período, os pesquisadores analisaram a relação entre os padrões de sono e mais de 1.000 doenças. O sono REM começa cerca de 90 minutos depois que a pessoa adormece, volta a ocorrer em ciclos e representa aproximadamente 20% a 25% do período total de sono.

Acordar cedo pode reduzir o tempo nessa fase, porque os períodos de sono REM ficam mais longos na segunda metade da noite. Entre os participantes que passavam mais tempo nesse estágio, o risco de insuficiência cardíaca foi 26% menor. As reduções também foram de 46% para demência e 80% para doença de Parkinson. Os resultados foram associados a cerca de 48 minutos adicionais de sono REM.

O sono profundo também apareceu relacionado a benefícios. Pessoas que permaneciam mais tempo nessa fase tiveram menor risco de sete condições, entre elas diabetes tipo 2 e depressão maior. Já a irregularidade do sono e os despertares noturnos foram associados a mais risco de condições como ansiedade e transtornos relacionados ao uso de substâncias.

Limite da pesquisa

O estudo foi observacional. Isso significa que os pesquisadores encontraram associações entre os padrões de sono e as doenças, mas não comprovaram que aumentar diretamente o sono REM reduza esses riscos. Os autores afirmam que ainda não é possível estabelecer causalidade.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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