A quantidade de sono não é o único fator relacionado à saúde. Um estudo com 95.559 participantes do UK Biobank identificou que pessoas com mais sono REM, fase associada aos sonhos, apresentaram menor risco de desenvolver 83 doenças.
A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Universidade de Pequim e da Capital Medical University, na China. Os participantes usaram sensores de pulso durante sete dias para que fossem avaliados o tempo total de sono, a duração de cada estágio, os períodos acordados durante a noite e a regularidade do descanso.
O acompanhamento durou cerca de nove anos. Nesse período, os pesquisadores analisaram a relação entre os padrões de sono e mais de 1.000 doenças. O sono REM começa cerca de 90 minutos depois que a pessoa adormece, volta a ocorrer em ciclos e representa aproximadamente 20% a 25% do período total de sono.
Acordar cedo pode reduzir o tempo nessa fase, porque os períodos de sono REM ficam mais longos na segunda metade da noite. Entre os participantes que passavam mais tempo nesse estágio, o risco de insuficiência cardíaca foi 26% menor. As reduções também foram de 46% para demência e 80% para doença de Parkinson. Os resultados foram associados a cerca de 48 minutos adicionais de sono REM.
O sono profundo também apareceu relacionado a benefícios. Pessoas que permaneciam mais tempo nessa fase tiveram menor risco de sete condições, entre elas diabetes tipo 2 e depressão maior. Já a irregularidade do sono e os despertares noturnos foram associados a mais risco de condições como ansiedade e transtornos relacionados ao uso de substâncias.
Limite da pesquisa
O estudo foi observacional. Isso significa que os pesquisadores encontraram associações entre os padrões de sono e as doenças, mas não comprovaram que aumentar diretamente o sono REM reduza esses riscos. Os autores afirmam que ainda não é possível estabelecer causalidade.








