O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou nesta segunda-feira, 14, que a segurança do Ártico está diretamente ligada à segurança da Europa. A declaração foi feita em uma coletiva após a Cúpula Europeia do Ártico.
Costa disse que a região tem importância estratégica para todo o continente, e não apenas para os países localizados no Ártico. Dinamarca, Finlândia e Suécia são estados-membros da União Europeia e também nações árticas.
"O que acontece aqui não é uma história regional, é uma história europeia", afirmou o presidente do Conselho Europeu.
Estratégia e segurança
As prioridades da estratégia ártica da União Europeia foram estabelecidas em 2021 e, segundo Costa, continuam válidas. Entre elas estão a proteção climática, o desenvolvimento sustentável e a cooperação pacífica.
Na área de segurança, porém, ele defendeu uma adaptação à nova realidade geopolítica. Costa afirmou que o Ártico também sofre com o enfraquecimento do sistema multilateral e citou desafios à soberania, à integridade territorial e à liberdade de navegação.
O presidente do Conselho Europeu apontou a Rússia como um dos principais motores dessa tendência. Ele também disse que as mudanças serão consideradas no próximo orçamento europeu de longo prazo, com aumento dos investimentos em segurança e defesa, inclusive no Ártico.
Além das questões geopolíticas, Costa destacou a ameaça representada pela mudança climática. Ele também mencionou as oportunidades econômicas da região para a autonomia estratégica da União Europeia, especialmente na área de matérias-primas críticas.








