O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (22) que Donald Trump está aberto a um eventual encontro com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. Rubio ponderou, porém, que não sabe se uma reunião seria produtiva.
O secretário disse que as decisões no Irã são tomadas pelo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, e não por Pezeshkian. Ainda assim, defendeu que os Estados Unidos mantenham aberta a possibilidade de diálogo. “O presidente pode se reunir com qualquer um”, afirmou Rubio.
Sobre o Oriente Médio, Rubio declarou que Washington pretende preservar o acordo de segurança mantido com a Arábia Saudita. Segundo ele, os Estados Unidos apoiarão Riad contra os Houthis se for preciso.
Petróleo e guerra na Ucrânia
Rubio atribuiu a recente alta do petróleo às tensões provocadas por ataques a refinarias na guerra entre Rússia e Ucrânia e pela ofensiva dos Houthis no Iêmen. Para ele, o movimento não foi causado pela guerra com o Irã.
O secretário também defendeu um cessar-fogo energético entre Moscou e Kiev. Ele afirmou que seria desejável que os dois lados parassem, neste momento, de atacar refinarias. Rubio acrescentou que os Estados Unidos precisam tratar da situação de navios ligados ao país que teriam sido atingidos pela Ucrânia. A decisão final sobre questões relacionadas à Ucrânia ou ao Oriente Médio, disse, caberá a Trump.
Inteligência artificial e Otan
Rubio afirmou que o governo americano avalia maneiras de reduzir os riscos da inteligência artificial sem abrir mão dos benefícios da tecnologia. Ele disse que a IA avança muito rápido, o que dificulta a criação de salvaguardas, e afirmou não saber se um plano para o setor ficará pronto até quinta-feira, quando Trump terá um encontro com o presidente da China, Xi Jinping.
O secretário também classificou como “ótima ideia” o acordo de cessar-fogo energético entre Moscou e Kiev. Sobre a Groenlândia, chamou de “fantástico” o acordo que deve ser assinado nesta terça-feira às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas. Segundo Rubio, o entendimento permite aos Estados Unidos construir quantas bases militares quiserem.
Em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Rubio disse que Washington continua bastante desapontado com a atuação da aliança nas operações americanas no Oriente Médio, embora tenha reconhecido maior cooperação entre os países-membros.







