O Irã recebeu uma resposta formal dos Estados Unidos à proposta apresentada para encerrar o conflito no Oriente Médio. O conteúdo do documento não foi divulgado pelas autoridades iranianas.
A informação foi confirmada nesta quarta-feira (30) pela porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani. Segundo ela, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, apresentou a proposta americana ao presidente Massoud Pezeshkian durante uma reunião do conselho de ministros. "Na reunião do conselho de ministros celebrada hoje, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, apresentou a proposta da parte americana ao presidente Massoud Pezeshkian", declarou.
Negociações e condições do Irã
Há alguns dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia rejeitado a proposta iraniana. Ainda assim, Teerã esperava uma resposta oficial por meio do Catar, que participa do processo como mediador.
As negociações indiretas entre os dois países foram retomadas na semana passada, à margem da Assembleia Geral da ONU. O resultado, porém, continua incerto após mais de sete meses de conflito e bloqueio diplomático.
O governo iraniano afirma ter apresentado sete condições para interromper as hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz, ponto central das divergências. Entre as exigências divulgadas estão o fim dos combates em todas as frentes do Oriente Médio, incluindo o Líbano, onde Israel enfrenta o Hezbollah, e o desbloqueio de ativos iranianos mantidos no exterior.
Teerã também pede o fim das sanções que atingem seu setor petrolífero. Nem todas as condições foram divulgadas publicamente.
Bloqueios e sanções
O Irã fechou o Estreito de Ormuz no início da guerra, após ataques de Israel e dos Estados Unidos no fim de fevereiro. Alguns meses depois, Washington impôs um bloqueio aos portos iranianos, afetando as exportações de petróleo bruto.
Uma calma relativa foi registrada nas últimas semanas. As forças militares americanas não atacam o Irã desde 1º de setembro, mas embarcações continuam sendo alvos frequentes no estreito.
Enquanto isso, os Estados Unidos ampliaram a pressão econômica com sanções contra companhias aéreas iranianas e prometeram agir de forma inflexível contra empresas estrangeiras que prestem assistência a grupos ligados ao conflito.







