São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Coalizão encerra operação contra o Estado Islâmico no Iraque

Retirada foi acordada por Bagdá e Washington e abre disputa sobre o controle das armas de milícias ligadas ao Irã.

Coalizão encerra operação contra o Estado Islâmico no Iraque

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou o fim oficial da operação Inherent Resolve no Iraque. A coalizão internacional liderada pelos americanos atuava no país e na Síria contra o Estado Islâmico (EI), grupo que perdeu seus territórios, mas deixou forças remanescentes na região.

O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, comemorou o encerramento da missão durante uma cerimônia nesta quarta-feira (30). Para ele, o país inicia uma fase marcada pela soberania nacional, pelo fortalecimento das instituições e pela preparação das próprias forças.

“Começou uma nova etapa, definida pela soberania do Iraque, pela força de suas instituições, pela preparação de suas forças”, afirmou Zaidi.

Retirada e disputa sobre as armas

As tropas estrangeiras começaram a deixar as bases iraquianas após um acordo firmado em 2024 entre Bagdá e Washington. No fim do processo, a presença da coalizão ficou limitada à região autônoma do Curdistão, no norte do país.

O EI havia tomado grandes áreas do Iraque e da Síria em 2014. Com apoio de combatentes curdos e de milícias iraquianas alinhadas ao Irã, o grupo foi derrotado no Iraque em 2017 e na Síria em 2019. A coalizão permaneceu para combater integrantes que continuaram ativos.

O governo iraquiano afirma que a saída da coalizão retira das milícias pró-Irã uma justificativa para manter seus arsenais. Zaidi, que chegou ao poder neste ano com apoio dos Estados Unidos, prometeu ampliar o controle estatal sobre as armas e cobrar a entrega dos armamentos pelas facções.

O prazo inicial para o desarmamento era 30 de setembro, mas a data foi retirada para permitir negociações políticas sobre a regulamentação das armas. Vários grupos rejeitam a medida e exigem também o fim da interferência política e econômica dos Estados Unidos.

O grupo Kataeb Hezbollah classificou a retirada das tropas estrangeiras como um passo rumo à soberania, mas ameaçou o governo. “Um governo que não trabalha pelo bem de seu povo será deposto por todos os meios possíveis”, afirmou a organização.

Zaidi declarou 1º de outubro como Dia da Soberania. Na segunda-feira (28), líderes dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário disseram que o momento consolida a presença do Estado, mas alertaram para a necessidade de enfrentar as armas que estão fora da autoridade estatal.

Na região do Curdistão, autoridades curdas de Erbil manifestaram preocupação sobre quem protegerá a área de drones após a retirada dos aparelhos de interceptação da coalizão.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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