As novas sanções dos Estados Unidos sobre o setor aéreo do Irã provocaram cancelamentos de voos com pouca antecedência e dificultaram a saída de passageiros do país. As restrições atingem viagens para destinos como Emirados Árabes Unidos, Iraque, Omã e Turquia.
Mitra, de 49 anos, planejava viajar a Paris via Istambul com o irmão. Depois do cancelamento do voo, ela reservou um assento até Tabriz, no Irã, por cerca de 75 dólares (391 reais). De lá, os dois pretendem seguir por estrada durante várias horas até a fronteira com a Turquia.
Em Van, eles planejam ficar em um hotel enquanto aguardam a passagem pela fronteira. A espera pode ser longa e caótica. “Neste momento, só esperamos conseguir sair, de verdade. Eles podem até fechar a fronteira terrestre”, disse Mitra, que usou um pseudônimo por medo de retaliação das autoridades.
Cancelamentos e alternativas
Passageiros também enfrentam dificuldades em voos para Emirados Árabes, Geórgia e Azerbaijão, que confirmaram oficialmente a suspensão de rotas. Um agente de viagens em Teerã afirmou que também foram interrompidos voos para Bagdá, Mascate e Catar.
As sanções foram anunciadas pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. Segundo ele, a Turquia e Omã cancelaram as chegadas da companhia aérea privada Mahan Air.
Depois do cancelamento de uma viagem para Dubai, passageiros no Aeroporto Internacional Imam Khomeini, em Teerã, passaram a procurar voos para a Turquia. Shirin, de 31 anos, conseguiu embarcar para Istambul e aguardava outro voo para Toronto. “Essa situação é extremamente preocupante porque há muito menos voos do que antes, e há uma alta probabilidade de cancelamentos”, afirmou.
Ainda existem rotas para Afeganistão, Paquistão, China, Rússia, Malásia e Tailândia, mas os assentos para deixar o Irã se esgotam rapidamente. As dificuldades se somam a problemas enfrentados há décadas, como processos de visto complexos e passagens caras.








