São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Estudo liga smartphone próprio aos 12 anos a sintomas alimentares aos 14

Pesquisa com 9 mil adolescentes nos Estados Unidos encontrou associação entre ter celular nessa idade e sinais de transtornos alimentares depois.

Estudo liga smartphone próprio aos 12 anos a sintomas alimentares aos 14

Crianças que têm o próprio smartphone aos 12 anos apresentaram maior probabilidade de relatar sintomas de transtornos alimentares aos 14 anos, segundo um estudo publicado na revista científica JAMA Network Open. A pesquisa analisou 9 mil adolescentes nos Estados Unidos.

Os dados vieram do Adolescent Brain Cognitive Development Study, acompanhamento de longo prazo sobre desenvolvimento cerebral e saúde de crianças americanas. Entre os participantes, 70% tinham celular próprio aos 12 anos. Desse grupo, 24% relataram pelo menos um sintoma de transtorno alimentar aos 14 anos.

Entre os adolescentes que não tinham smartphone aos 12 anos, menos de 16% disseram ter apresentado comportamentos alimentares desordenados dois anos depois. Os resultados mostram uma associação entre o uso do aparelho nessa fase e os sintomas, mas não estabelecem, por si só, que o celular seja a causa dos transtornos.

Relação com autoestima e controle do peso

A equipe da Universidade da Califórnia, em São Francisco, também avaliou a relação entre o uso precoce do smartphone, a autoestima e a preocupação com o peso. As crianças que tinham o aparelho aos 12 anos apresentaram duas vezes mais chances de vincular a autoestima ao peso.

Elas também tiveram 1,5 vez mais chances de tentar controlar o peso, por exemplo, com o consumo de alimentos de baixa caloria ou a prática de exercícios intensos.

A fase que antecede a adolescência envolve mudanças físicas e emocionais importantes. Com a puberdade, aumentam as comparações relacionadas ao corpo. De acordo com o estudo, o acesso a smartphones e redes sociais pode ampliar esse processo ao expor as crianças a imagens de influenciadores que foram selecionadas, editadas e filtradas.

Essa exposição pode estar relacionada a maior insatisfação com o corpo e baixa autoestima, apontadas como fatores de risco para transtornos alimentares. O uso de telas e redes sociais também foi associado a depressão, menor autoestima e experimentação de drogas e álcool.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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