SÃO PAULO — A defesa da soldado Yasmin Cursino Ferreira contestou as conclusões da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo sobre a morte de Thawanna da Silva Salmázio. Em nota, o advogado afirmou que o relatório final tem caráter opinativo e foi elaborado sem participação efetiva da defesa e do contraditório.
A defesa também sustenta que a Justiça Militar Estadual não pode processar e julgar crime doloso contra a vida cometido por policial militar contra uma vítima civil. A Secretaria da Segurança Pública informou que o inquérito continua em andamento.
O relatório concluiu que Yasmin teve intenção de matar Thawanna durante uma abordagem em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital, em abril deste ano. O documento aponta indícios de homicídio doloso qualificado e afirma que não foram encontrados elementos de legítima defesa.
Como ocorreu o disparo
Thawanna caminhava com o companheiro, Luciano Gonçalez dos Santos, quando o braço dele encostou em uma viatura da PM que fazia patrulhamento. O policial Weden Silva, que dirigia o veículo, deu ré e perguntou ao casal por que estava andando na rua.
Depois de uma discussão, Yasmin atirou em Thawanna. A mulher morreu em razão dos ferimentos. Os policiais afirmaram que ela teria dado um tapa no rosto da soldado. Na época, os dois agentes foram afastados das operações e continuam fora das funções.
Imagens da câmera corporal de um dos policiais indicaram contradições na primeira versão apresentada pelos agentes, que alegaram legítima defesa.
Thawanna tinha 31 anos, era mãe de cinco filhos e morreu poucos dias antes de completar 32 anos. O aniversário dela seria na última quarta-feira, 8 de abril.








